UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021
Paciente do sexo feminino, 58 anos, sem sintomas menopausais, com história familiar materna de osteoporose e densitometria óssea de coluna lombar com T-score L1-L4 de -2.8 desvios-padrão.Afirma-se que a opção terapêutica, nesse caso, é
Osteoporose (T-score ≤ -2.5) → Bisfosfonatos + Cálcio + Vitamina D como primeira linha.
A paciente apresenta osteoporose confirmada por densitometria óssea (T-score -2.8). O tratamento de primeira linha para osteoporose pós-menopausa, especialmente com fatores de risco como histórico familiar, inclui bisfosfonatos associados à suplementação de cálcio e vitamina D para otimizar a densidade óssea e reduzir o risco de fraturas.
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento da fragilidade óssea e do risco de fraturas. É uma condição comum em mulheres pós-menopausa devido à deficiência estrogênica, que acelera a perda óssea. O diagnóstico é feito principalmente pela densitometria óssea, que mede a densidade mineral óssea (DMO) e expressa os resultados como T-score e Z-score. Um T-score de -2.5 ou menos em qualquer sítio é diagnóstico de osteoporose. O manejo da osteoporose visa prevenir fraturas e manter a qualidade de vida. A abordagem terapêutica inicial inclui medidas não farmacológicas, como exercícios de impacto e fortalecimento muscular, cessação do tabagismo e consumo moderado de álcool. No entanto, para pacientes com osteoporose estabelecida ou alto risco de fratura, a terapia farmacológica é essencial. Os bisfosfonatos são a classe de medicamentos mais utilizada, atuando na inibição da reabsorção óssea pelos osteoclastos. Eles são administrados oralmente (semanal ou mensal) ou intravenosamente (trimestral ou anual). É crucial que o tratamento farmacológico seja sempre acompanhado de suplementação adequada de cálcio e vitamina D, pois estes são substratos essenciais para a formação óssea e para a eficácia dos medicamentos. A vitamina D, em particular, é vital para a absorção intestinal de cálcio. A escolha do bisfosfonato e a duração do tratamento devem ser individualizadas, considerando o perfil de risco do paciente e a resposta à terapia. O monitoramento regular da DMO e a avaliação clínica são importantes para ajustar o plano de tratamento e garantir a prevenção de fraturas.
O diagnóstico de osteoporose é estabelecido por um T-score de -2.5 ou menos em qualquer sítio (coluna lombar, fêmur total ou colo do fêmur) na densitometria óssea, ou pela ocorrência de fratura por fragilidade, independentemente do T-score.
Cálcio e vitamina D são fundamentais para a saúde óssea e devem ser suplementados em pacientes com osteoporose, pois otimizam a ação dos medicamentos antirresortivos e anabólicos, além de serem essenciais para a mineralização óssea e absorção de cálcio.
Os bisfosfonatos são a primeira linha de tratamento para a maioria dos pacientes com osteoporose pós-menopausa ou induzida por glicocorticoides, e para homens com osteoporose, especialmente na prevenção de fraturas vertebrais e não vertebrais.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo