HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021
Mulher de 74 anos de idade é avaliada com quadro de lombalgia de longa data. Refere trombose venosa profunda há 5 anos, após viagem aérea de 16 horas de duração, mas nega outros antecedentes mórbidos e não usa nenhum medicamento. Exame clínico: sem alterações relevantes. Exames séricos: creatinina: 1,1 mg/dL; cálcio: 9,9 mg/dL; fosfatase alcalina: 82 U/L (normal: até 160); 25-hidroxivitamina D: 40 ng/mL (normal: 30 a 60). Radiografia de coluna em perfil com 30% de compressão de T8. Densitometria óssea com índice T (T-score): coluna lombar: –3,0 e colo do fémur: –2,8. Nesse momento, o tratamento inicial de escolha é
Osteoporose grave (T-score < -2.5 + fratura) → Bisfosfonato (Alendronato) como 1ª linha.
A paciente apresenta osteoporose grave (T-score < -2.5) com fratura vertebral (compressão de T8). O alendronato, um bisfosfonato oral, é a terapia de primeira linha para osteoporose pós-menopausa, eficaz na redução do risco de fraturas. A história de TVP contraindica o raloxifeno.
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento da fragilidade óssea e do risco de fraturas. É particularmente prevalente em mulheres pós-menopausa, como a paciente do caso, devido à deficiência estrogênica. O diagnóstico é estabelecido pela densitometria óssea (T-score ≤ -2,5) ou pela ocorrência de fraturas por fragilidade, como a compressão vertebral observada. A paciente apresenta osteoporose grave, com T-score de -3,0 na coluna lombar e -2,8 no colo do fêmur, além de uma fratura vertebral. O tratamento visa reduzir o risco de novas fraturas. Os bisfosfonatos, como o alendronato, são a primeira linha de tratamento para a maioria dos pacientes com osteoporose pós-menopausa devido à sua eficácia comprovada na inibição da reabsorção óssea e redução do risco de fraturas. É crucial considerar as comorbidades e o histórico do paciente na escolha do tratamento. A história de trombose venosa profunda (TVP) da paciente é um fator importante, pois contraindica o uso de raloxifeno, um modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM), que aumenta o risco de eventos tromboembólicos. Calcitonina tem eficácia limitada e não é primeira linha. Denosumabe e teriparatida são opções para casos mais graves ou intolerância a bisfosfonatos, mas o alendronato é a escolha inicial mais apropriada neste cenário.
O diagnóstico de osteoporose é feito pela densitometria óssea, com T-score igual ou inferior a -2,5 desvios-padrão em coluna lombar, colo do fêmur ou fêmur total, ou pela presença de fratura por fragilidade, independentemente do T-score.
O alendronato, um bisfosfonato oral, é amplamente utilizado como primeira linha devido à sua eficácia comprovada na redução do risco de fraturas vertebrais e não vertebrais, bom perfil de segurança e custo-benefício favorável.
O histórico de trombose venosa profunda é uma contraindicação para o uso de raloxifeno, um SERM, pois este medicamento aumenta o risco de eventos tromboembólicos. Nesses casos, outras classes de medicamentos devem ser consideradas.
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