SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Em relação ao manejo da osteoporose em homens, é INCORRETO afirmar que:
Fratura de quadril em homens → ↑ Mortalidade e gravidade em relação às mulheres.
Embora menos frequente, a osteoporose masculina é subdiagnosticada e as fraturas de quadril em homens apresentam taxas de mortalidade significativamente superiores às das mulheres.
A osteoporose masculina é frequentemente negligenciada. Cerca de 30-40% das fraturas osteoporóticas ocorrem em homens, e as causas secundárias (como uso de corticoides, etilismo e hipogonadismo) são mais prevalentes do que em mulheres. O diagnóstico segue critérios densitométricos semelhantes (T-score ≤ -2,5), mas a intervenção deve ser precoce devido ao pior prognóstico pós-fratura. Terapias como bisfosfonatos, denosumabe e agentes anabólicos (teriparatida) são eficazes. A teriparatida é especialmente indicada em pacientes com fraturas vertebrais graves ou múltiplas devido ao seu potente efeito formador de osso.
Homens tendem a sofrer fraturas em idades mais avançadas e possuem mais comorbidades associadas. A mortalidade no primeiro ano após uma fratura de quadril é cerca de duas vezes maior em homens do que em mulheres.
O FRAX é validado para homens acima de 50 anos para calcular o risco de fratura osteoporótica maior e de quadril em 10 anos, podendo ser usado com ou sem os dados da densitometria óssea (BMD).
O hipogonadismo é uma causa secundária importante. A avaliação da testosterona é recomendada em homens com osteoporose, mas a reposição hormonal isolada não substitui o tratamento específico se houver alto risco de fratura.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo