CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2021
A osteoporose é uma doença osteometabólica caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo com consequente aumento da fragilidade óssea e da susceptibilidade a fraturas. Alguns medicamentos de uso crônico podem causar osteoporose secundária. Dentre os medicamentos abaixo, qual NÃO está relacionado ao desenvolvimento de osteoporose?
Denosumabe → tratamento osteoporose; Fenitoína, Micofenolato, Pioglitazona → podem induzir osteoporose secundária.
O denosumabe é um anticorpo monoclonal que inibe o RANKL, prevenindo a reabsorção óssea e sendo usado no tratamento da osteoporose. Os outros medicamentos listados (fenitoína, micofenolato, pioglitazona) são conhecidos por seus efeitos adversos na saúde óssea, contribuindo para a osteoporose secundária através de diferentes mecanismos.
A osteoporose é uma doença osteometabólica que se caracteriza pela diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, resultando em aumento da fragilidade óssea e risco de fraturas. A osteoporose secundária, induzida por condições médicas ou medicamentos, é um desafio diagnóstico e terapêutico. É crucial para residentes e estudantes de medicina identificar os agentes farmacológicos que podem comprometer a saúde óssea. Diversos medicamentos de uso crônico podem impactar negativamente o metabolismo ósseo. Glicocorticoides são os mais conhecidos, mas anticonvulsivantes (como fenitoína), imunossupressores (como micofenolato) e tiazolidinedionas (como pioglitazona) também estão implicados. A fenitoína, por exemplo, acelera o metabolismo da vitamina D, enquanto a pioglitazona pode afetar a diferenciação de osteoblastos. O reconhecimento desses fatores é fundamental para a prevenção e manejo da osteoporose secundária. Em contraste, o denosumabe é um medicamento utilizado no tratamento da osteoporose. Ele age inibindo o RANKL, uma proteína essencial para a formação e atividade dos osteoclastos, células responsáveis pela reabsorção óssea. Compreender a distinção entre medicamentos que causam e tratam a osteoporose é vital para a prática clínica e para a aprovação em exames de residência, garantindo a escolha terapêutica adequada e a prevenção de iatrogenias.
Medicamentos como glicocorticoides, anticonvulsivantes (ex: fenitoína), imunossupressores (ex: micofenolato) e tiazolidinedionas (ex: pioglitazona) são frequentemente associados à osteoporose secundária devido aos seus efeitos no metabolismo ósseo.
O denosumabe é um anticorpo monoclonal que se liga ao RANKL, um ligante essencial para a formação, função e sobrevivência dos osteoclastos. Ao inibir o RANKL, o denosumabe impede a ativação dos osteoclastos, reduzindo a reabsorção óssea e aumentando a densidade mineral óssea.
A fenitoína, um anticonvulsivante, pode induzir enzimas hepáticas que aceleram o metabolismo da vitamina D, resultando em níveis reduzidos de 25-hidroxivitamina D. Isso leva a uma diminuição da absorção de cálcio e, consequentemente, a um aumento do paratormônio, que estimula a reabsorção óssea.
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