Osteoporose por Glicocorticoides: Manejo e Tratamento

HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2022

Enunciado

Mulher, 35 anos, branca, com diagnóstico de artrite reumatoide (forma juvenil) aos 15 anos de idade, nos últimos 20 anos, vem usando, em média, 7,5 mg de prednisona ao dia,com acompanhamento clínico irregular. Tabagista e ingesta alcóolica frequente. Ciclos menstruais normais. IMC baixo. A recente densitometria óssea de colo femoral revela escore T de -2,7 desvios-padrões (DP) e escore Z de -2,1 DP. A conduta medicamentosa de escolha é, inicialmente, a combinação de vitamina D com

Alternativas

  1. A) cálcio.
  2. B) reposição estrogênica.
  3. C) cálcio e bisfosfonato.
  4. D) cálcio e calcitonina.

Pérola Clínica

Osteoporose grave (T-score < -2,5) + fatores de risco (glicocorticoide, tabagismo) → Vitamina D + Cálcio + Bisfosfonato.

Resumo-Chave

A paciente apresenta múltiplos fatores de risco para osteoporose, incluindo uso crônico de glicocorticoides, tabagismo, etilismo e baixo IMC, além de um diagnóstico de artrite reumatoide. Com um escore T de -2,7 DP, ela tem osteoporose estabelecida. A conduta inicial para osteoporose grave e com fatores de risco é a suplementação de vitamina D e cálcio, associada a um bisfosfonato.

Contexto Educacional

A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento da fragilidade óssea e do risco de fraturas. É uma condição prevalente, especialmente em mulheres pós-menopausa e em pacientes com uso crônico de glicocorticoides, como no caso da artrite reumatoide. A sua importância reside na morbidade e mortalidade associadas às fraturas por fragilidade. A fisiopatologia da osteoporose induzida por glicocorticoides envolve a supressão da formação óssea pelos osteoblastos, aumento da reabsorção óssea pelos osteoclastos e redução da absorção intestinal de cálcio, além de efeitos diretos sobre os osteócitos. O diagnóstico é feito pela densitometria óssea, que mede a densidade mineral óssea (DMO). Um escore T ≤ -2,5 desvios-padrão (DP) em relação ao pico de massa óssea de adultos jovens define osteoporose. O escore Z é usado para pacientes jovens, pré-menopausa ou crianças. O tratamento da osteoporose visa prevenir fraturas. Para pacientes com osteoporose estabelecida e fatores de risco, a conduta medicamentosa de escolha inclui a suplementação de cálcio e vitamina D, que são essenciais para a saúde óssea, e a introdução de um agente antirresortivo, como os bisfosfonatos (alendronato, risedronato, ibandronato, ácido zoledrônico). Os bisfosfonatos são a primeira linha devido à sua eficácia comprovada na redução do risco de fraturas. Outras opções incluem denosumabe, teriparatida e, em casos específicos, reposição hormonal.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para osteoporose?

Os principais fatores de risco para osteoporose incluem idade avançada, sexo feminino, deficiência estrogênica (menopausa precoce), uso crônico de glicocorticoides, tabagismo, etilismo, baixo IMC, sedentarismo, doenças crônicas (como artrite reumatoide) e histórico familiar de fraturas.

Quando iniciar o tratamento farmacológico para osteoporose?

O tratamento farmacológico para osteoporose é indicado para pacientes com escore T ≤ -2,5 DP em qualquer sítio, ou para aqueles com osteopenia (escore T entre -1,0 e -2,5 DP) que apresentam alto risco de fraturas, como histórico de fratura por fragilidade ou uso crônico de glicocorticoides.

Qual o papel dos bisfosfonatos no tratamento da osteoporose?

Os bisfosfonatos são a primeira linha de tratamento para a maioria dos pacientes com osteoporose. Eles atuam inibindo a reabsorção óssea pelos osteoclastos, aumentando a densidade mineral óssea e reduzindo o risco de fraturas vertebrais e não vertebrais. Devem ser combinados com suplementação de cálcio e vitamina D.

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