FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2022
Mulher de 70 anos, com história de menopausa precoce, doença de Chagas manifesta por acalasia, vem encaminhada do ortopedista, após fratura de rádio distal direito. Trazia consigo densitometria óssea do ano anterior, com densidade mineral óssea em colo do fêmur de 0,678 g/cm² (T-score: -2,8, Z-score: -1,8) e coluna lombar (L1-L4) de 0,898 (T score -2,3 e Z score -2,2). Além da suplementação de cálcio e vitamina D, é conduta adequada o uso de
Osteoporose grave com acalasia → denosumabe é preferível a bisfosfonatos orais devido ao risco esofágico.
A paciente apresenta osteoporose grave (T-score < -2,5 e fratura de fragilidade) e acalasia, que contraindica o uso de bisfosfonatos orais devido ao risco de esofagite e má absorção. Nesses casos, denosumabe, um anticorpo monoclonal que inibe o RANKL, é uma opção terapêutica eficaz e segura, administrado semestralmente.
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento da fragilidade óssea e suscetibilidade a fraturas. É uma condição prevalente em mulheres pós-menopausa, especialmente com menopausa precoce, e sua gravidade é definida pela presença de fraturas por fragilidade ou T-score muito baixo. O diagnóstico é feito pela densitometria óssea, que mede a densidade mineral óssea (DMO). Um T-score ≤ -2,5 em qualquer sítio (coluna lombar, colo do fêmur ou fêmur total) define osteoporose. A presença de uma fratura por fragilidade, como a fratura de rádio distal no caso, em um paciente com osteoporose, classifica a condição como osteoporose grave. A doença de Chagas, manifesta por acalasia, é um fator complicador que influencia a escolha terapêutica. O tratamento da osteoporose visa reduzir o risco de novas fraturas. Bisfosfonatos orais são a primeira linha, mas são contraindicados em pacientes com distúrbios esofágicos graves, como acalasia, devido ao risco de irritação e má absorção. Nesses casos, agentes como o denosumabe, um anticorpo monoclonal que inibe o RANKL e é administrado semestralmente por via subcutânea, tornam-se opções preferenciais. Outras alternativas incluem bisfosfonatos intravenosos (ácido zoledrônico) ou teriparatida, dependendo do perfil do paciente.
O diagnóstico de osteoporose grave é feito quando há um T-score menor ou igual a -2,5 na densitometria óssea, associado à ocorrência de uma fratura por fragilidade, como a fratura de rádio distal.
A acalasia, devido à alteração da motilidade esofágica, aumenta o risco de esofagite e úlceras esofágicas com bisfosfonatos orais, além de comprometer a absorção do medicamento, tornando-os inadequados.
Denosumabe é uma excelente opção para osteoporose grave, especialmente em pacientes com contraindicações a bisfosfonatos orais, como acalasia, ou naqueles com intolerância gastrointestinal. É administrado por via subcutânea semestralmente.
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