Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2022
Exame considerado padrão ouro no diagnóstico de osteoporose:
Densitometria por raios-X de dupla energia (DXA) = Padrão ouro para diagnóstico de osteoporose.
A Densitometria por raios-X de dupla energia (DXA) é o método padrão ouro para o diagnóstico de osteoporose, pois mede com precisão a densidade mineral óssea (DMO) em locais chave como coluna lombar e fêmur, permitindo a classificação da doença e avaliação do risco de fraturas.
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por baixa massa óssea e deterioração microarquitetural do tecido ósseo, resultando em aumento da fragilidade óssea e suscetibilidade a fraturas. É uma condição silenciosa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, especialmente mulheres pós-menopausa e idosos, com graves consequências para a qualidade de vida e mortalidade devido às fraturas por fragilidade. O diagnóstico precoce da osteoporose é crucial para iniciar intervenções que previnam fraturas. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio entre a reabsorção óssea pelos osteoclastos e a formação óssea pelos osteoblastos, levando a uma perda líquida de massa óssea. O exame padrão ouro para o diagnóstico é a Densitometria por raios-X de dupla energia (DXA), que mede a densidade mineral óssea (DMO) em locais clinicamente relevantes, como a coluna lombar e o colo do fêmur. A DXA permite a classificação da osteoporose com base no escore T (comparação com adultos jovens saudáveis) e no escore Z (comparação com indivíduos da mesma idade e sexo), além de auxiliar na avaliação do risco de fraturas. O tratamento inclui modificações no estilo de vida, suplementação de cálcio e vitamina D, e medicamentos antirresortivos ou anabólicos. Para residentes, compreender a indicação e a interpretação da DXA é fundamental para o rastreamento, diagnóstico e manejo eficaz da osteoporose, uma doença de grande impacto na saúde pública.
A DXA é um exame de imagem que utiliza dois feixes de raios-X com diferentes níveis de energia para medir a densidade mineral óssea (DMO) em regiões como coluna lombar, fêmur e rádio. O diagnóstico de osteoporose é feito com base no escore T, que compara a DMO do paciente com a de adultos jovens saudáveis.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define osteoporose como um escore T de -2,5 ou menos em qualquer um dos locais avaliados (coluna lombar, colo do fêmur, fêmur total ou rádio 1/3). Um escore T entre -1,0 e -2,5 indica osteopenia.
A radiografia simples só consegue detectar a perda óssea quando ela já é significativa (geralmente acima de 30%), o que a torna inadequada para o diagnóstico precoce. Ela é mais útil para identificar fraturas já estabelecidas.
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