Osteoporose: Densitometria, Marcadores e Diagnóstico

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2015

Enunciado

Mulher de 74 anos com história pregressa de fratura patológica de punho há 3 anos, traz a seguinte densitometria óssea mostrada abaixo. Tem exames normais de cálcio, fósforo, vitamina D3 e PTH. Diante do caso clínico pode-se afirmar que:

Alternativas

  1. A) O “Z” escore representa o desvio padrão de densidade óssea comparada com indivíduos do sexo feminino jovens.
  2. B) O escore “T” de -4,8 caracteriza um quadro de osteopenia porque o “Z” escore é igual a -2,2.
  3. C) Bifosfonados estariam contra indicados se a paciente tivesse um clearance de creatinina de 60 ml.min.kg.
  4. D) Reposição de cálcio e vitamina D3 seria a melhor opção terapêutica para o caso.
  5. E) Osteocalcina e CTX (telopeptídeocarboxiterminal do colágeno tipo I) são marcadores bioquímicos importantes na avaliação diagnóstica e terapêutica de osteoporose.

Pérola Clínica

Osteoporose: escore T < -2.5 DP. Marcadores bioquímicos (Osteocalcina, CTX) auxiliam diagnóstico e monitoramento.

Resumo-Chave

A densitometria óssea é crucial para o diagnóstico de osteoporose, utilizando o escore T para mulheres pós-menopausa e homens > 50 anos, e o escore Z para outras populações. Marcadores bioquímicos como osteocalcina e CTX são úteis para avaliar o metabolismo ósseo e a resposta ao tratamento.

Contexto Educacional

A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento da fragilidade óssea e do risco de fraturas. É uma condição prevalente, especialmente em mulheres pós-menopausa e idosos. O diagnóstico é primariamente feito pela densitometria óssea, que mede a densidade mineral óssea (DMO). O diagnóstico de osteoporose pela densitometria óssea baseia-se no escore T, que compara a DMO do paciente com a média de adultos jovens saudáveis. Um escore T ≤ -2,5 desvios padrão (DP) em qualquer sítio (coluna lombar, fêmur total ou colo do fêmur) caracteriza osteoporose. O escore Z é usado em pré-menopausa, homens < 50 anos e crianças, comparando com indivíduos da mesma idade e sexo. Marcadores bioquímicos de remodelação óssea, como osteocalcina (formação) e CTX (reabsorção), são úteis para avaliar o metabolismo ósseo, prever risco de fraturas e monitorar a resposta terapêutica. O tratamento da osteoporose envolve medidas não farmacológicas (cálcio, vitamina D, exercícios) e farmacológicas (bifosfonados, denosumabe, teriparatida, etc.). A escolha depende da gravidade, risco de fratura e comorbidades. Bifosfonados, por exemplo, têm contraindicação em insuficiência renal grave. O prognóstico é melhor com diagnóstico precoce e adesão ao tratamento, reduzindo o risco de fraturas e suas complicações.

Perguntas Frequentes

Quais os principais marcadores bioquímicos utilizados na avaliação da osteoporose?

Os principais são a osteocalcina e o CTX (telopeptídeo carboxiterminal do colágeno tipo I), que refletem a formação e a reabsorção óssea, respectivamente, sendo úteis para avaliar o metabolismo e a resposta ao tratamento.

Qual a diferença entre escore T e escore Z na densitometria óssea?

O escore T compara a densidade óssea do paciente com a de um adulto jovem saudável, sendo usado para diagnóstico de osteoporose em adultos. O escore Z compara com indivíduos da mesma idade, sexo e etnia, usado em crianças, pré-menopausa e homens jovens.

Quando os bifosfonados são contraindicados no tratamento da osteoporose?

Bifosfonados, especialmente os orais, são contraindicados em pacientes com insuficiência renal grave (clearance de creatinina < 30-35 mL/min), devido ao risco de acúmulo e toxicidade renal.

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