INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021
Pode-se afirmar que na osteoporose, os efeitos prejudiciais do fumo à massa óssea atuam direta e indiretamente, respectivamente, no:
Fumo na osteoporose: Ação direta no osteoblasto e indireta no metabolismo do estrogênio.
O tabagismo prejudica a massa óssea na osteoporose de forma direta, inibindo a atividade dos osteoblastos (células formadoras de osso), e indireta, alterando o metabolismo do estrogênio, o que leva à sua diminuição e maior reabsorção óssea.
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por baixa massa óssea e deterioração microarquitetural do tecido ósseo, com consequente aumento da fragilidade óssea e suscetibilidade a fraturas. O tabagismo é um dos principais fatores de risco modificáveis para o desenvolvimento e agravamento da osteoporose, exercendo efeitos deletérios tanto diretos quanto indiretos sobre o metabolismo ósseo. Diretamente, a nicotina e outras toxinas presentes no cigarro exercem um efeito citotóxico e inibitório sobre os osteoblastos, as células responsáveis pela formação de novo tecido ósseo. Isso resulta em uma diminuição da síntese de colágeno e de outros componentes da matriz óssea, comprometendo a qualidade e a quantidade do osso formado. Indiretamente, o tabagismo interfere no metabolismo hormonal, especialmente no estrogênio. O fumo acelera a degradação hepática do estrogênio, levando a níveis séricos mais baixos. Como o estrogênio desempenha um papel protetor na massa óssea, inibindo a reabsorção óssea pelos osteoclastos, sua deficiência induzida pelo fumo contribui significativamente para a perda óssea, tanto em mulheres pré quanto pós-menopausa, e também em homens.
O tabagismo afeta diretamente a formação óssea ao inibir a proliferação e a atividade dos osteoblastos, as células responsáveis pela síntese da matriz óssea, resultando em menor deposição de osso novo.
Indiretamente, o fumo acelera o metabolismo do estrogênio no fígado, diminuindo seus níveis circulantes. O estrogênio é crucial para a manutenção da massa óssea, e sua deficiência leva a um aumento da reabsorção óssea.
Além dos efeitos diretos e indiretos, o tabagismo pode estar associado a outros fatores de risco para osteoporose, como menor peso corporal, menor atividade física e má nutrição, potencializando o risco de fraturas.
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