UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
O caso clínico em que o paciente tem indicação de tratamento para osteoporose é:
T-score ≤ -2,5, fratura por fragilidade, ou corticoide crônico + T-score ≤ -1,5 = Tratamento para osteoporose.
A indicação de tratamento para osteoporose não se baseia apenas no T-score. Fatores de risco como uso crônico de corticoides (osteoporose secundária) ou histórico de fraturas por fragilidade, mesmo com T-score menos grave, podem justificar o início da terapia.
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, com consequente aumento da fragilidade óssea e suscetibilidade a fraturas. É uma condição comum, especialmente em mulheres pós-menopausa e idosos, com grande impacto na morbimortalidade. O diagnóstico é primariamente feito pela densitometria óssea, utilizando o T-score. Um T-score ≤ -2,5 define osteoporose. No entanto, a indicação de tratamento vai além do T-score isolado, considerando fatores de risco como idade avançada, fraturas prévias por fragilidade e uso de medicamentos que afetam o metabolismo ósseo, como os glicocorticoides. A osteoporose induzida por corticoides é uma forma secundária importante. O tratamento da osteoporose visa reduzir o risco de fraturas. Inclui medidas não farmacológicas (dieta rica em cálcio, vitamina D, exercícios) e farmacológicas, como os bisfosfonatos, que são a primeira linha para a maioria dos pacientes. A escolha do tratamento deve ser individualizada, considerando o perfil de risco do paciente e a presença de comorbidades.
O diagnóstico de osteoporose é feito quando o T-score é igual ou inferior a -2,5 desvios-padrão em qualquer sítio (coluna lombar, fêmur total ou colo do fêmur).
Em pacientes com uso crônico de corticoides (≥ 3 meses) e T-score ≤ -1,5, ou mesmo com osteopenia (T-score entre -1,0 e -2,5) na presença de outros fatores de risco, o tratamento é indicado.
As principais classes incluem os bisfosfonatos (alendronato, risedronato, zoledronato), denosumabe, teriparatida e romosozumab, além da suplementação de cálcio e vitamina D.
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