Osteoporose: Critérios de Diagnóstico e Indicação de Tratamento

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025

Enunciado

O caso clínico em que o paciente tem indicação de tratamento para osteoporose é:

Alternativas

  1. A) mulher, 55 anos, densitometria óssea com T-score de 0,5 e níveis de vitamina D abaixo de 20 ng/mL. Seu médico recomenda a reposição de vitamina D e drogas antirreabsortivas, para tratamento para osteoporose devido a sua idade.
  2. B) homem, 60 anos, tem densitometria com densidade mineral óssea normal, mas apresenta níveis de vitamina D de 18 ng/mL e PTH ligeiramente elevado. Tem histórico familiar de osteoporose. Seu médico sugere a reposição de vitamina D e uso de bifosfonatos antes de reavaliar o PTH após a normalização da vitamina D.
  3. C) mulher, 52 anos, está em uso de corticoides há 5 anos devido artrite reumatoide e apresenta densitometria óssea com T-score de -2,5. Seu médico indica o uso de drogas antirreabsortivas para o tratamento da osteoporose, além da reposição de vitamina D e cálcio.
  4. D) homem, 59 anos, tem DMO com T-score de -2,0 e histórico de fratura de quadril há 3 anos. Ele apresenta insuficiência renal crônica e está em programa de diálise, o que não contraindica o uso de bifosfonatos para o tratamento da osteoporose.
  5. E) mulher, 48 anos, já na pós menopausa em uso de terapia de reposição hormonal, apresenta densitometria com T-score de -1,2 e não teve histórico de fraturas. O médico sugere que ela deve manter uma dieta rica em cálcio e uso de vitamina D, além de iniciar o uso de antirreabsortivos.

Pérola Clínica

T-score ≤ -2,5, fratura por fragilidade, ou corticoide crônico + T-score ≤ -1,5 = Tratamento para osteoporose.

Resumo-Chave

A indicação de tratamento para osteoporose não se baseia apenas no T-score. Fatores de risco como uso crônico de corticoides (osteoporose secundária) ou histórico de fraturas por fragilidade, mesmo com T-score menos grave, podem justificar o início da terapia.

Contexto Educacional

A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, com consequente aumento da fragilidade óssea e suscetibilidade a fraturas. É uma condição comum, especialmente em mulheres pós-menopausa e idosos, com grande impacto na morbimortalidade. O diagnóstico é primariamente feito pela densitometria óssea, utilizando o T-score. Um T-score ≤ -2,5 define osteoporose. No entanto, a indicação de tratamento vai além do T-score isolado, considerando fatores de risco como idade avançada, fraturas prévias por fragilidade e uso de medicamentos que afetam o metabolismo ósseo, como os glicocorticoides. A osteoporose induzida por corticoides é uma forma secundária importante. O tratamento da osteoporose visa reduzir o risco de fraturas. Inclui medidas não farmacológicas (dieta rica em cálcio, vitamina D, exercícios) e farmacológicas, como os bisfosfonatos, que são a primeira linha para a maioria dos pacientes. A escolha do tratamento deve ser individualizada, considerando o perfil de risco do paciente e a presença de comorbidades.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para osteoporose pela densitometria óssea?

O diagnóstico de osteoporose é feito quando o T-score é igual ou inferior a -2,5 desvios-padrão em qualquer sítio (coluna lombar, fêmur total ou colo do fêmur).

Quando o uso de corticoides indica tratamento para osteoporose?

Em pacientes com uso crônico de corticoides (≥ 3 meses) e T-score ≤ -1,5, ou mesmo com osteopenia (T-score entre -1,0 e -2,5) na presença de outros fatores de risco, o tratamento é indicado.

Quais são as principais classes de medicamentos para tratamento da osteoporose?

As principais classes incluem os bisfosfonatos (alendronato, risedronato, zoledronato), denosumabe, teriparatida e romosozumab, além da suplementação de cálcio e vitamina D.

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