SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Mulher, 65 anos de idade, comparece à UBS para consulta de rotina. Refere dor lombar ocasional, sem outras queixas. Ao exame físico, apresenta leve cifose dorsal e sua estatura parece estar diminuída em 4cm em relação à altura da juventude.As medidas não farmacológicas mais adequadas no momento para esta paciente:
Perda de estatura > 4cm ou cifose dorsal → Investigar fratura vertebral e osteoporose.
O manejo inicial da osteoporose foca na otimização da massa óssea via aporte de cálcio, síntese de vitamina D e estímulo mecânico por exercícios de impacto e resistência.
A osteoporose é uma doença osteometabólica caracterizada pela diminuição da densidade mineral óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento da fragilidade e do risco de fraturas. Em mulheres pós-menopausa, a queda do estrogênio acelera a reabsorção óssea, tornando a prevenção primária e secundária essenciais na Atenção Básica. O diagnóstico clínico muitas vezes é sugerido por sinais físicos como a cifose dorsal (corcunda de viúva) e a redução da estatura. O tratamento não farmacológico é o pilar fundamental, envolvendo a tríade: aporte nutricional de cálcio, níveis adequados de vitamina D e atividade física regular. Exercícios que geram estresse mecânico no osso são os mais eficazes para manter a integridade estrutural.
Exercícios de impacto (como caminhada) e de resistência (musculação) são fundamentais. O impacto mecânico estimula os osteoblastos via mecanotransdução, aumentando a densidade mineral óssea. Atividades de equilíbrio também são cruciais para prevenção de quedas, que são o principal gatilho para fraturas em idosos.
Uma redução de 4 cm ou mais em relação à altura da juventude, ou 2 cm em relação à última medida, é um forte preditor de fraturas vertebrais compressivas assintomáticas. Isso indica a necessidade de avaliação radiológica da coluna torácica e lombar e densitometria óssea para confirmar o diagnóstico de osteoporose.
A recomendação dietética de cálcio para mulheres acima de 50 anos é de cerca de 1.200 mg/dia. A exposição solar regular (15-20 min/dia) é a principal fonte de vitamina D, necessária para a absorção intestinal de cálcio. Caso a dieta ou exposição sejam insuficientes, a suplementação deve ser considerada para manter níveis séricos adequados.
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