SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2020
Mulher de 48 anos foi referenciada ao reumatologista com diagnóstico recente de artrite reumatoide. Encontra-se em uso de corticoide e realizou densitometria óssea e o T-escore na coluna lombar (L1-L4) foi -2,3. Desde então, vem em uso de carbonato de cálcio e vitamina D. Ciclos menstruais irregulares. Negou outros antecedentes patológicos ou uso de outras medicações. Negava tabagismo ou etilismo. Sua mãe teve osteoporose menopausal. Ao exame, IMC 24 kg/m2, altura 158 cm, sem cifose ou escoliose. Exames laboratoriais: 25-OH vitamina D 30 ng/mL ( VR: > 20 ng/dL) , cálcio 9,5 mg/dL (VR: 8,5 10,2 mg/dl), fósforo 3,0 mg/dl (VR: 2,5- 4,5 mg/dL) e PTH 42 pg/ml (VR: 10-65 pg/mL). Radiografia de coluna torácica não revelou sinais de fratura vertebral. LEGENDA: VR: valor de referência; IMC: índice de massa corporal; PTH: paratormônio. Qual a medicação mais indicada para esta paciente?
Osteoporose (T-escore < -2.5 ou fratura) + FR (corticoide, AR) → iniciar bisfosfonato.
Paciente com artrite reumatoide em uso de corticoide e osteopenia avançada (T-escore -2,3) ou osteoporose estabelecida, mesmo com suplementação de cálcio e vitamina D, necessita de tratamento farmacológico para osteoporose. Bisfosfonatos são a primeira linha para a maioria dos casos.
A osteoporose é uma doença esquelética caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento da fragilidade óssea e do risco de fraturas. Em pacientes com artrite reumatoide (AR), a prevalência de osteoporose é maior devido à inflamação crônica, imobilidade e, frequentemente, ao uso de glicocorticoides, que são potentes indutores de perda óssea. O diagnóstico de osteoporose é feito pela densitometria óssea, com um T-escore ≤ -2.5 desvios-padrão. No caso da paciente, um T-escore de -2.3 na coluna lombar, associado a fatores de risco como AR e uso de corticoide, indica a necessidade de tratamento farmacológico, mesmo que formalmente seja osteopenia. A suplementação de cálcio e vitamina D é fundamental, mas geralmente insuficiente para reverter a perda óssea em pacientes de alto risco. Os bisfosfonatos são a primeira linha de tratamento para a maioria dos pacientes com osteoporose, incluindo aqueles com osteoporose induzida por glicocorticoides, devido à sua capacidade de inibir a reabsorção óssea e reduzir o risco de fraturas. Outras opções como raloxifeno, teriparatida e denosumab são consideradas em situações específicas ou como segunda linha. Para residentes, é crucial identificar pacientes de risco e iniciar a terapia adequada para prevenir fraturas, que podem ter um impacto devastador na qualidade de vida.
O tratamento é indicado para pacientes com T-escore ≤ -2.5, fratura por fragilidade, ou T-escore entre -1.0 e -2.5 (osteopenia) com alto risco de fratura, como uso de corticoide ou artrite reumatoide.
Os bisfosfonatos (como risendronato, alendronato) são geralmente a primeira linha de tratamento devido à sua eficácia na redução do risco de fraturas e bom perfil de segurança, inibindo a reabsorção óssea.
A artrite reumatoide por si só é um fator de risco para osteoporose devido à inflamação crônica. O uso de corticoides, frequentemente necessário no tratamento da AR, é um potente fator de risco para osteoporose secundária, acelerando a perda óssea.
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