SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Mulher, 65 anos de idade, comparece à UBS para consulta de rotina. Refere dor lombar ocasional, sem outras queixas. Ao exame físico, apresenta leve cifose dorsal e sua estatura parece estar diminuída em 4cm em relação à altura da juventudeOs achados mais provavelmente encontrados numa radiografia de tórax desta paciente:
Perda de estatura > 4cm + hipercifose em idosas → suspeitar fortemente de fraturas vertebrais por osteoporose.
A osteoporose é frequentemente silenciosa até a ocorrência de fraturas. A redução da altura e a cifose dorsal sugerem colapsos vertebrais, que radiologicamente se manifestam como redução da densidade óssea e acunhamento vertebral.
A osteoporose é uma doença osteometabólica caracterizada pela diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura, levando ao aumento da fragilidade e risco de fraturas. Em mulheres pós-menopausa, a queda do estrogênio acelera a reabsorção óssea. As fraturas vertebrais são as mais comuns e muitas vezes ocorrem sem trauma súbito, resultando em perda progressiva de altura e deformidades posturais como a cifose. O diagnóstico radiológico baseia-se na identificação de fraturas por compressão (critérios de Genant) e na percepção subjetiva da redução da densidade mineral. É fundamental que o médico generalista e o residente identifiquem esses sinais na UBS para iniciar o tratamento preventivo de fraturas subsequentes, especialmente a de quadril, que possui alta morbimortalidade.
Os principais sinais incluem a perda de estatura superior a 4 cm em relação à altura da juventude (ou > 2 cm documentados em consultas), o surgimento de hipercifose dorsal (corcunda de viúva) e dor lombar crônica ou aguda sem trauma significativo. Muitas fraturas são assintomáticas e detectadas apenas por exames de imagem solicitados para triagem ou por outras queixas.
A radiografia não é o padrão-ouro para diagnóstico de osteoporose (que é a densitometria), mas pode mostrar radiotransparência aumentada, afinamento das corticais ósseas e perda do trabeculado horizontal. O achado mais específico de complicação são as fraturas por compressão, caracterizadas pelo acunhamento anterior, biconcavidade ou colapso total do corpo vertebral.
A presença de uma fratura por fragilidade vertebral, independentemente da densitometria óssea (T-score), já define o diagnóstico clínico de osteoporose grave. A conduta envolve o início imediato de terapia farmacológica (bisfosfonatos, denosumabe ou anabólicos), suplementação de cálcio e vitamina D, além de medidas de prevenção de quedas.
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