CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2020
Idosa sofre queda da própria altura, sendo diagnosticada na emergência com fratura de fêmur. Qual a melhor hipótese diagnóstica?
Idosa + queda da própria altura + fratura de fêmur → Alta suspeita de osteoporose, investigar fragilidade óssea.
Fraturas de fêmur em idosos após quedas de baixa energia (da própria altura) são classicamente consideradas fraturas por fragilidade e um forte indicativo de osteoporose subjacente, exigindo investigação e tratamento da doença óssea para prevenir futuras ocorrências.
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, resultando em aumento da fragilidade óssea e suscetibilidade a fraturas. É uma condição prevalente em idosos, especialmente mulheres pós-menopausa, e as fraturas por fragilidade, como a de fêmur, representam um grave problema de saúde pública devido à alta morbimortalidade associada. A fisiopatologia da osteoporose envolve um desequilíbrio entre a formação e a reabsorção óssea, levando à perda progressiva de densidade mineral óssea. Uma queda da própria altura que resulta em fratura de fêmur em um idoso é um evento sentinela que deve levantar forte suspeita de osteoporose subjacente, mesmo que o paciente não tenha um diagnóstico prévio, e exige uma investigação aprofundada da saúde óssea. O manejo de uma fratura de fêmur em idosos não se limita ao tratamento cirúrgico da fratura. É imperativo investigar e tratar a osteoporose para prevenir futuras fraturas, que estão associadas a alta morbidade e mortalidade. A investigação inclui densitometria óssea e avaliação de fatores de risco, e o tratamento pode envolver suplementação de cálcio e vitamina D, exercícios de fortalecimento e equilíbrio, e medicamentos específicos para fortalecer os ossos e reduzir o risco de novas fraturas.
Uma fratura por fragilidade é aquela que ocorre como resultado de um trauma que seria insuficiente para causar uma fratura em um osso saudável, como uma queda da própria altura ou de uma altura menor que a própria. É um forte indicativo de osteoporose subjacente.
Os fatores de risco incluem idade avançada, sexo feminino, deficiência de estrogênio, baixo IMC, tabagismo, alcoolismo, uso prolongado de corticosteroides, doenças crônicas como artrite reumatoide e histórico familiar de osteoporose.
O diagnóstico é feito principalmente pela densitometria óssea. O tratamento envolve medidas não farmacológicas (exercício físico, suplementação de cálcio e vitamina D) e farmacológicas (bifosfonatos, denosumabe, teriparatida) para reduzir o risco de novas fraturas.
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