Osteopenia: Entenda o Risco de Fratura e Diagnóstico

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2024

Enunciado

Mulher de 68 anos, menopausa aos 51 anos, nunca fez uso de terapia de reposição hormonal. Nega comorbidades, tabagismo, etilismo e uso de medicamentos. Nega passado de fraturas osteoporóticas na família. Densitometria óssea: T-score - 1,8 DP em região de colo do fêmur. A esse respeito, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Sua chance de fratura é maior do que na população com massa óssea normal.
  2. B) A terapia hormonal está indicada para proteção de massa óssea.
  3. C) Os antirreabsortivos, cálcio e vitamina D estão indicados.
  4. D) Sem o T-score da coluna lombar não é possível afirmar o risco de fraturas.

Pérola Clínica

T-score entre -1,0 e -2,5 DP = osteopenia, que confere maior risco de fratura que massa óssea normal.

Resumo-Chave

Um T-score de -1,8 DP no colo do fêmur indica osteopenia, uma condição em que a densidade mineral óssea é menor que o normal, mas não tão baixa quanto na osteoporose. Mesmo com osteopenia, o risco de fraturas é significativamente maior do que na população com massa óssea normal, justificando a avaliação e, por vezes, intervenção.

Contexto Educacional

A osteopenia é uma condição caracterizada pela diminuição da densidade mineral óssea (DMO), sendo um estágio intermediário entre a massa óssea normal e a osteoporose. É diagnosticada por meio da densitometria óssea, utilizando o T-score, que compara a DMO do paciente com a de um adulto jovem saudável. Um T-score entre -1,0 e -2,5 desvios padrão (DP) em locais como o colo do fêmur ou coluna lombar indica osteopenia. É uma condição comum, especialmente em mulheres pós-menopausa, devido à diminuição dos níveis de estrogênio. Embora a osteopenia não seja tão grave quanto a osteoporose, ela confere um risco aumentado de fraturas por fragilidade em comparação com indivíduos com massa óssea normal. Esse risco é influenciado por outros fatores, como idade, histórico de fraturas prévias, histórico familiar de fraturas, uso de glicocorticoides, tabagismo e consumo excessivo de álcool. A avaliação do risco global de fratura, muitas vezes utilizando ferramentas como o FRAX, é crucial para determinar a necessidade de intervenção. O manejo da osteopenia visa prevenir a progressão para osteoporose e reduzir o risco de fraturas. As medidas incluem a otimização da ingestão de cálcio e vitamina D, a prática de exercícios físicos com carga e a modificação de fatores de risco de quedas. A terapia farmacológica, como bisfosfonatos, não é rotineiramente indicada para todos os casos de osteopenia, mas pode ser considerada em pacientes com alto risco de fratura, mesmo com T-score de osteopenia, ou na presença de fraturas de fragilidade.

Perguntas Frequentes

Qual a classificação da densidade mineral óssea (DMO) com base no T-score?

A DMO é classificada como normal (T-score ≥ -1,0 DP), osteopenia (T-score entre -1,0 e -2,5 DP) e osteoporose (T-score ≤ -2,5 DP). Valores abaixo de -2,5 DP com fratura de fragilidade indicam osteoporose grave.

Quando a terapia medicamentosa é indicada para pacientes com osteopenia?

A terapia medicamentosa para osteopenia não é universalmente indicada. É considerada para pacientes com osteopenia e alto risco de fratura, avaliado por ferramentas como o FRAX, ou na presença de fraturas de fragilidade prévias, mesmo com T-score de osteopenia.

Quais são as principais medidas não farmacológicas para prevenir a progressão da osteopenia?

As medidas não farmacológicas incluem ingestão adequada de cálcio e vitamina D (via dieta e/ou suplementação), prática regular de exercícios com carga (resistência e impacto leve), cessação do tabagismo e consumo moderado de álcool, e prevenção de quedas.

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