UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Menino de 9 anos foi trazido à Emergência por febre, dor no membro inferior esquerdo e dificuldade de mobilização do joelho há 24 horas. Não tinha história de traumatismos recentes. Ao exame físico, encontrava-se febril, prostrado, com dor constante na perna referida, mas com boa perfusão periférica. Nos membros inferiores, não se constatou perda de força; foram observadas diversas lesões ora pustulosas, ora crostosas e melicéricas, com halo hiperemiado. O joelho esquerdo estava quente e edemaciado. Com base na principal hipótese diagnóstica, o antibiótico recomendado para o paciente é
Criança com febre, dor óssea/articular e lesões cutâneas sugestivas de impetigo → Osteomielite/Artrite Séptica por S. aureus → Oxacilina.
A presença de lesões cutâneas pustulosas/crostosas (impetigo) em uma criança com febre e dor em membro inferior, com sinais inflamatórios no joelho, sugere uma infecção bacteriana disseminada, provavelmente por Staphylococcus aureus. Osteomielite ou artrite séptica são hipóteses fortes, e a oxacilina é o antibiótico de escolha para S. aureus sensível à meticilina.
A osteomielite e a artrite séptica são infecções graves que afetam ossos e articulações, respectivamente, sendo mais comuns na faixa etária pediátrica. O Staphylococcus aureus é o principal agente etiológico, responsável por cerca de 80-90% dos casos. A apresentação clínica típica inclui febre, dor localizada, sinais inflamatórios (calor, edema, eritema) e dificuldade de mobilização do membro afetado. A presença de lesões cutâneas como impetigo ou celulite pode indicar uma porta de entrada ou disseminação hematogênica do patógeno. O diagnóstico é baseado na clínica, exames laboratoriais (leucocitose, PCR e VHS elevados) e exames de imagem (radiografia, ultrassonografia, ressonância magnética). A ressonância magnética é o método mais sensível para detectar precocemente a osteomielite. A cultura de sangue e do aspirado ósseo/articular são fundamentais para a identificação do agente e teste de sensibilidade. O tratamento da osteomielite e artrite séptica é uma emergência médica e deve ser iniciado empiricamente após a coleta de culturas. A oxacilina é o antibiótico de escolha para Staphylococcus aureus sensível à meticilina, que ainda é o mais prevalente. Em regiões com alta prevalência de MRSA, pode ser necessário adicionar clindamicina ou vancomicina. A duração do tratamento é prolongada, geralmente de 4 a 6 semanas, e pode incluir drenagem cirúrgica em casos de abscesso ou falha terapêutica.
Os principais sinais e sintomas incluem febre, dor localizada no osso ou articulação, dificuldade de mobilização do membro afetado, claudicação e, em alguns casos, sinais inflamatórios locais como calor, edema e eritema.
O Staphylococcus aureus é o agente mais comum devido à sua capacidade de aderir e invadir o tecido ósseo, além de ser frequentemente encontrado na pele e mucosas, facilitando a disseminação hematogênica a partir de infecções cutâneas, como o impetigo.
Lesões cutâneas como impetigo podem servir como porta de entrada para o Staphylococcus aureus, que pode se disseminar via hematogênica e causar osteomielite ou artrite séptica. Sua presença reforça a suspeita de infecção estafilocócica.
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