HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2022
Osteomielite, uma infecção do osso, é causada mais comumente por bactérias piogênicas e microbactérias. Uma abordagem útil para avaliação e planejamento do tratamento casos são classificados baseados em agentes causais, via de acesso dos agentes, duração da infecção, localização anatômica e fatores locais ou sistêmicos do hospedeiro que se relacionam com a patogênese e desfechos. Considerando a temática da osteomielite e sua importância na prática clínica em oncologia, resposta as questões abaixo. Osteomielite hematogênica é uma importante causa com desfechos imprevisíveis e potencialmente greves. Neste contexto é correto afirmar que:
Adulto + dor lombar + febre → suspeitar de osteomielite vertebral hematogênica.
A osteomielite hematogênica varia com a idade: em crianças afeta metáfises de ossos longos; em adultos, a coluna vertebral é o sítio mais comum e grave.
A osteomielite representa um desafio diagnóstico e terapêutico significativo. A via hematogênica é uma das principais formas de disseminação, exigindo alto índice de suspeição clínica, especialmente em pacientes imunossuprimidos ou com comorbidades sistêmicas. O diagnóstico precoce é vital para evitar a transição para a forma crônica, caracterizada por necrose óssea e formação de sequestros. O manejo envolve antibioticoterapia prolongada, muitas vezes guiada por cultura, e intervenção cirúrgica para desbridamento de tecidos desvitalizados quando necessário. A compreensão da anatomia vascular óssea explica a predileção por diferentes sítios ao longo da vida, orientando a investigação por imagem.
O Staphylococcus aureus é o agente etiológico mais frequentemente isolado em todas as faixas etárias na osteomielite hematogênica. No entanto, outros patógenos devem ser considerados em contextos específicos, como Salmonella em pacientes com anemia falciforme, Pseudomonas aeruginosa em usuários de drogas intravenosas e Mycobacterium tuberculosis na doença de Pott.
Em crianças, a vascularização das metáfises dos ossos longos é rica e lenta, facilitando o depósito bacteriano. Com a maturação esquelética e a involução dos vasos metafisários, a coluna vertebral torna-se o sítio mais vascularizado e propenso à disseminação hematogênica no adulto, especialmente através do plexo venoso de Batson.
Nas fases iniciais, os achados podem ser inespecíficos. A leucocitose pode ser leve ou ausente. A velocidade de hemossedimentação (VHS) e a proteína C-reativa (PCR) costumam estar elevadas, sendo úteis para monitorar a resposta ao tratamento. As hemoculturas são positivas em apenas 20% a 50% dos casos, o que muitas vezes exige biópsia óssea para identificação do agente.
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