Osteomielite: Diagnóstico e Imagem na Dor de Coxa

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024

Enunciado

Um paciente com 61 anos, com queixa de dor em região proximal de coxa esquerda há 3 dias, relata limitação à deambulação devido à dor. Apresenta antecedente pessoal de hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus, ambos controlados; tendo realizado cirurgia para correção de fratura exposta de porção proximal do fêmur esquerdo há 8 anos, sem saber especificar o diagnóstico e nem o que foi feito. Ao exame, apresenta-se em regular estado geral, hidratado, eupneico, acianótico, com temperatura de 38,2 °C, frequência cardíaca de 92 bpm, pressão arterial de 144 x 86 mmHg, com edema, hiperemia e dor à percussão de porção proximal de coxa esquerda. Considerando-se o caso descrito, quais são, respectivamente, o exame de imagem e a hipótese diagnóstica nesse momento?

Alternativas

  1. A) Ressonância magnética de pelve e membro inferior; osteomielite.
  2. B) Radiografia simples de articulação coxofemoral; artrite séptica.
  3. C) Ultrassonografia com punção articular; tuberculose de quadril.
  4. D) Cintilografia óssea da articulação coxofemoral; osteoartrose. 

Pérola Clínica

Dor, febre e histórico de fratura exposta → suspeitar de osteomielite; RM é o melhor exame de imagem.

Resumo-Chave

O paciente apresenta fatores de risco (fratura exposta prévia, diabetes) e sintomas clássicos (dor localizada, febre, sinais inflamatórios) de osteomielite. A Ressonância Magnética (RM) é o exame de imagem de escolha para o diagnóstico de osteomielite devido à sua alta sensibilidade e especificidade na detecção de alterações precoces no osso e tecidos moles.

Contexto Educacional

A osteomielite é uma infecção óssea que pode ser aguda ou crônica. A forma crônica é particularmente desafiadora, muitas vezes decorrente de infecções mal tratadas ou persistentes após traumas abertos ou cirurgias ortopédicas. Pacientes com comorbidades como diabetes mellitus são mais suscetíveis a infecções e têm maior dificuldade de cicatrização, o que aumenta o risco de osteomielite. A apresentação clínica inclui dor localizada, edema, hiperemia, febre e limitação funcional. O diagnóstico da osteomielite requer uma combinação de dados clínicos, laboratoriais (elevação de marcadores inflamatórios como PCR e VHS) e de imagem. A radiografia simples é frequentemente normal nas fases iniciais e tem baixa sensibilidade para osteomielite crônica. A ressonância magnética (RM) é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico por sua capacidade de detectar edema medular, coleções de pus e alterações nos tecidos moles com alta precisão, auxiliando na diferenciação de outras condições como artrite séptica ou tumores. O tratamento da osteomielite crônica é complexo e geralmente envolve desbridamento cirúrgico extenso do osso infectado, remoção de material de síntese (se presente) e antibioticoterapia prolongada, guiada por cultura de biópsia óssea. O manejo adequado é crucial para prevenir a progressão da doença, amputações e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para osteomielite crônica?

Os principais fatores de risco para osteomielite crônica incluem fraturas expostas, cirurgias ortopédicas prévias, presença de material de síntese, diabetes mellitus, doença vascular periférica, imunossupressão e úlceras de pressão.

Por que a ressonância magnética é o exame de imagem de escolha para osteomielite?

A ressonância magnética (RM) é o exame de escolha devido à sua superioridade na detecção de edema medular ósseo, coleções de pus, sequestros e fístulas, mesmo em estágios precoces da infecção. Ela oferece alta sensibilidade e especificidade, sendo crucial para o planejamento terapêutico.

Como a história de fratura exposta de fêmur se relaciona com a osteomielite neste caso?

A fratura exposta é um fator de risco significativo para osteomielite, pois permite a contaminação bacteriana direta do osso. Mesmo após anos, a infecção pode permanecer latente e reativar-se, especialmente em pacientes com comorbidades como diabetes, que comprometem a imunidade e a cicatrização.

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