Osteomielite Pediátrica: Diagnóstico e Tratamento Essencial

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2022

Enunciado

Criança de 7 anos apresentou trauma em perna direita durante uma partida de futebol. No dia do trauma, não teve dor ou limitação dos movimentos. Após 5 dias apresentou queda do estado geral, febre, dor de forte intensidade no terço médio da perna direita e dificuldade para caminhar. Qual a hipótese diagnóstica mais provável e o tratamento mais adequado para este caso:

Alternativas

  1. A) Pioartrite, ceftriaxona.
  2. B) Osteomielite, oxacilina.
  3. C) Fratura, imobilição e analgesia.
  4. D) Luxação, redução no centro cirúrgico.

Pérola Clínica

Criança + trauma + febre + dor óssea localizada após dias → Osteomielite, tratar com Oxacilina.

Resumo-Chave

Em crianças, a osteomielite aguda é uma infecção óssea que pode ser precedida por um trauma leve, agindo como porta de entrada ou fator predisponente. O quadro clínico clássico inclui febre, queda do estado geral e dor intensa e localizada no osso afetado, com dificuldade de movimentação. O agente etiológico mais comum é o *Staphylococcus aureus*, e a oxacilina é o antibiótico de primeira escolha para cepas sensíveis.

Contexto Educacional

A osteomielite aguda em crianças é uma infecção óssea grave que exige diagnóstico e tratamento precoces para evitar sequelas permanentes. Embora possa ocorrer por via hematogênica, um trauma prévio, mesmo que leve e inicialmente assintomático, pode atuar como um fator predisponente ou porta de entrada para a infecção. O quadro clínico clássico se manifesta com febre, queda do estado geral, dor intensa e localizada no osso afetado, e dificuldade de movimentação ou claudicação, como descrito na questão. O atraso entre o trauma e o início dos sintomas sistêmicos (febre, mal-estar) é característico, diferenciando a osteomielite de uma lesão puramente traumática. O agente etiológico mais comum em crianças é o *Staphylococcus aureus*, incluindo cepas sensíveis à meticilina (MSSA) e resistentes (MRSA). A escolha do antibiótico empírico deve cobrir o *S. aureus* e ser ajustada após a cultura e o antibiograma. Para MSSA, a oxacilina é o tratamento de primeira linha. Em regiões com alta prevalência de MRSA, pode-se considerar clindamicina ou vancomicina. O tratamento é prolongado, geralmente de 4 a 6 semanas, com início intravenoso e posterior transição para via oral. Residentes devem estar atentos a esse quadro, pois a osteomielite é uma emergência ortopédica pediátrica que, se não tratada adequadamente, pode levar a destruição óssea, deformidades e sepse.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para osteomielite em crianças?

Os principais fatores de risco incluem trauma recente (mesmo leve), infecções cutâneas, imunodeficiência, anemia falciforme e uso de cateteres venosos centrais. A infecção geralmente se dissemina por via hematogênica para a metáfise dos ossos longos.

Quais exames complementares são úteis no diagnóstico da osteomielite?

Radiografias podem ser normais no início, mas podem mostrar alterações após 7-10 dias. A ressonância magnética (RM) é o exame mais sensível e específico. Exames laboratoriais como hemograma, PCR e VHS são úteis para avaliar a inflamação, e hemoculturas devem ser coletadas.

Qual a duração do tratamento antibiótico para osteomielite em crianças?

A duração do tratamento antibiótico para osteomielite em crianças é geralmente prolongada, variando de 4 a 6 semanas, dependendo da resposta clínica e laboratorial. Inicialmente, a via é intravenosa, podendo ser trocada para oral após melhora e estabilização do quadro.

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