HDG - Hospital Dilson Godinho (MG) — Prova 2015
Após apresentar várias lesões compatíveis com piodermite, uma criança de sete anos de idade, sexo masculino, reclama dor no joelho esquerdo. Ao exame, está com 39°C, não consegue apoiar o mesmo pé no chão. Não há imitação ao movimento da articulação. A velocidade de hemossedimentação é de 70 mm/1ª hora, e a proteína C reativa está positiva. Qual a hipótese diagnóstica mais provável e o tratamento recomendado?
Criança com infecção cutânea prévia + dor óssea localizada + febre + inflamação sistêmica → Osteomielite aguda.
A osteomielite aguda em crianças frequentemente segue uma bacteremia, muitas vezes de uma infecção cutânea como a piodermite. A dor óssea localizada, febre e marcadores inflamatórios elevados são cruciais para o diagnóstico, mesmo sem sinais claros de artrite, indicando infecção do osso.
A osteomielite aguda pediátrica é uma infecção óssea grave que requer diagnóstico e tratamento precoces para evitar sequelas. É mais comum em crianças pequenas e pode ser hematogênica, frequentemente associada a infecções prévias como piodermites. O Staphylococcus aureus é o principal agente etiológico, mas outros patógenos devem ser considerados dependendo da idade e fatores de risco. O diagnóstico baseia-se na tríade clínica de dor óssea localizada, febre e sinais inflamatórios sistêmicos (VHS e PCR elevados). Exames de imagem como radiografias podem ser normais no início, mas a ressonância magnética é o método mais sensível para detectar precocemente a infecção óssea. A cultura de sangue e/ou aspirado ósseo são cruciais para identificar o agente etiológico. O tratamento consiste em antibioticoterapia prolongada, inicialmente intravenosa e depois oral, por 4 a 6 semanas. A escolha do antibiótico empírico deve cobrir Staphylococcus aureus. Em alguns casos, pode ser necessária drenagem cirúrgica de abscessos ou desbridamento de tecido necrótico. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas atrasos podem levar a osteomielite crônica e deformidades.
Os sinais incluem dor óssea localizada, febre, claudicação ou incapacidade de apoiar o membro, e sinais inflamatórios sistêmicos como VHS e PCR elevados. Pode haver histórico de infecção prévia.
O tratamento inicial consiste em antibioticoterapia empírica intravenosa, geralmente cobrindo Staphylococcus aureus, o patógeno mais comum. A duração total do tratamento pode variar de 4 a 6 semanas.
Na osteomielite, a dor é mais localizada no osso e a movimentação passiva da articulação pode ser menos dolorosa. Na artrite séptica, a dor é na articulação e há dor intensa à movimentação passiva, além de derrame articular.
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