PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022
Sobre crianças com Osteomielite Aguda Hematogênica, leia as assertivas a seguir e assinale a alternativa CORRETA.I. Infecção envolve, em geral, metáfises de ossos longos com crescimento rápido.II. Com o aumento do abscesso, cresce a pressão intramedular que leva a isquemia cortical e escape do material purulento para o espaço subperiosteal.III. Em crianças menores de 2 anos, pode haver propagação da infecção para a epífise.
Osteomielite aguda hematogênica em crianças: metáfise ossos longos, ↑ pressão intramedular → abscesso subperiosteal; <2 anos → infecção epifisária.
A osteomielite aguda hematogênica em crianças tipicamente afeta as metáfises de ossos longos devido à sua rica vascularização. O aumento da pressão intramedular pode levar à isquemia e formação de abscesso subperiosteal. Em lactentes, a placa epifisária ainda é vascularizada, permitindo a propagação da infecção para a epífise e articulação.
A osteomielite aguda hematogênica (OAH) é uma infecção óssea grave que afeta predominantemente crianças, sendo uma emergência ortopédica pediátrica. O conhecimento de sua fisiopatologia e apresentação clínica é crucial para o diagnóstico precoce e tratamento adequado, a fim de prevenir sequelas como deformidades, comprometimento do crescimento ósseo e artrite séptica. A infecção geralmente se localiza nas metáfises de ossos longos de crescimento rápido, como fêmur e tíbia, devido à rica vascularização e à presença de alças capilares que favorecem a estase sanguínea e a deposição bacteriana. O processo inflamatório leva à formação de abscesso intramedular, que aumenta a pressão e pode causar isquemia cortical e necrose. O pus pode então extravasar para o espaço subperiosteal, formando um abscesso subperiosteal, que é uma complicação comum. Uma particularidade importante em crianças menores de 2 anos é a vascularização da placa epifisária, que ainda não está completamente fechada. Isso permite que a infecção se propague da metáfise para a epífise e, em alguns casos, para a articulação adjacente, resultando em artrite séptica concomitante, o que exige um manejo mais agressivo. O tratamento envolve antibióticos intravenosos e, frequentemente, drenagem cirúrgica do abscesso.
A metáfise dos ossos longos é o local mais comum devido à sua rica vascularização e à presença de alças capilares que favorecem a estase sanguínea e a deposição bacteriana. Além disso, a arquitetura vascular metafisária é propícia à formação de microtrombos e infecção.
O aumento da pressão intramedular, causado pelo acúmulo de pus e edema, pode levar à isquemia cortical e necrose óssea. Essa pressão também facilita o extravasamento do material purulento para o espaço subperiosteal, formando um abscesso subperiosteal que pode comprometer ainda mais o suprimento sanguíneo do osso.
Em crianças menores de 2 anos, a placa epifisária ainda é vascularizada, permitindo que a infecção se propague da metáfise para a epífise e, em alguns casos, para a articulação adjacente, resultando em artrite séptica concomitante. Isso é menos comum em crianças mais velhas, onde a placa de crescimento atua como uma barreira.
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