CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2010
A presença de cálcio, vista na parede ocular, pela tomografia, na lesão mostrada na figura, confirma o provável diagnóstico de:
Cálcio na parede ocular (TC) + lesão amarelada → Osteoma de coroide.
O osteoma de coroide é um tumor benigno ossificante. A presença de calcificação com densidade óssea na tomografia computadorizada é o sinal patognomônico para o diagnóstico.
O osteoma de coroide é uma neoplasia benigna rara composta por osso maduro que substitui o estroma da coroide. Afeta predominantemente mulheres jovens e saudáveis, sendo frequentemente unilateral e assintomático até que atinja a mácula ou cause neovascularização. A propedêutica armada é essencial: a ultrassonografia mostra uma lesão altamente ecogênica com sombra acústica posterior, e a TC confirma a natureza óssea da lesão. O reconhecimento precoce evita biópsias desnecessárias ou tratamentos agressivos para tumores malignos simuladores.
O achado patognomônico é uma placa de densidade óssea (calcificação) localizada na coroide, geralmente no polo posterior, que aparece como uma estrutura hiperdensa na parede ocular na tomografia computadorizada.
Os diferenciais incluem hemangioma de coroide, metástases calcificadas, esclerite posterior e calcificações esclerais idiopáticas. A densidade óssea e a aparência fundoscópica amarelada/alaranjada ajudam na distinção.
O manejo é geralmente observacional, pois é um tumor benigno. O tratamento é indicado apenas se houver complicações, como o desenvolvimento de membrana neovascular sub-retiniana, que pode causar perda visual.
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