PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Mulher de 64 anos procura atendimento com queixa de dor em joelhos, que aparece ao realizar longas caminhadas e ao subir escadas. Informa também desconforto em articulações das mãos, especialmente das interfalangeanas proximais e distais, que surge quando realiza atividades domésticas como cozinhar e lavar as louças. Quadro de mais de dois anos de duração. Nega outros sintomas. Histórico de hepatite C tratada no último ano. Os dados relevantes ao exame físico são: IMC 32 kg/m² , presença de nódulos de Heberden e Bouchard em mãos bilateralmente, redução da amplitude de flexão dos joelhos, com crepitações à mobilização de ambos. Paciente traz exames realizados na atenção primária: hemoglobina 13,6 g/dl, global de leucócitos 6.700/μL, plaquetas 170.000/μL, proteína C reativa 5 mg/dl (VR < Smg/dl), VHS 1 O mm (VR < 20mm), fator reumatoide 38 UI/mi (VR < 14 UI/mi). Considerando a hipótese diagnóstica mais provável, indique a alternativa que contenha o tratamento farmacológico MAIS ADEQUADO para a paciente:
Osteoartrite = Dor mecânica + Nódulos de Heberden/Bouchard + Crepitação. Tratamento inicial: AINE tópico.
A osteoartrite é a forma mais comum de artrite, caracterizada por dor mecânica, rigidez matinal breve, crepitação e, nas mãos, nódulos de Heberden e Bouchard. O tratamento farmacológico inicial para dor localizada, especialmente em pacientes com comorbidades, prioriza os anti-inflamatórios não esteroidais tópicos para minimizar efeitos sistêmicos.
A osteoartrite (OA) é a doença articular mais prevalente, afetando milhões de pessoas globalmente, especialmente idosos. Caracteriza-se pela degeneração da cartilagem articular e alterações ósseas subcondrais, levando a dor, rigidez e perda de função. Sua importância clínica reside no impacto significativo na qualidade de vida e na necessidade de um manejo eficaz para aliviar a dor e preservar a mobilidade. O diagnóstico da OA é primariamente clínico, baseado na história de dor articular mecânica, rigidez matinal breve e achados do exame físico, como crepitação, redução da amplitude de movimento e, nas mãos, a presença dos característicos nódulos de Heberden e Bouchard. Exames laboratoriais são geralmente normais e servem para excluir outras condições inflamatórias, como a artrite reumatoide. Fatores de risco incluem idade avançada, obesidade, trauma articular prévio e predisposição genética. O tratamento da OA é multifacetado, combinando abordagens não farmacológicas (perda de peso, exercícios, fisioterapia) e farmacológicas. Para dor localizada, os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) tópicos são a primeira linha devido ao seu perfil de segurança superior em comparação com os AINEs orais, que devem ser usados com cautela e por curtos períodos, especialmente em pacientes com comorbidades. Outras opções incluem analgésicos simples, injeções intra-articulares e, em casos avançados, cirurgia.
A osteoartrite manifesta-se com dor articular de caráter mecânico (piora com movimento, melhora com repouso), rigidez matinal de curta duração (<30 minutos), crepitação à mobilização e, nas mãos, a presença de nódulos de Heberden (DIP) e Bouchard (PIP).
AINEs tópicos são preferíveis para dor localizada na osteoartrite, pois oferecem alívio da dor com menor absorção sistêmica, reduzindo o risco de efeitos adversos gastrointestinais, renais e cardiovasculares, que são mais comuns com AINEs orais, especialmente em idosos ou pacientes com comorbidades.
A osteoartrite nas mãos tipicamente afeta as interfalangeanas distais (DIPs) e proximais (PIPs), com nódulos ósseos e dor mecânica. A artrite reumatoide, por outro lado, afeta principalmente as metacarpofalangeanas (MCFs) e PIPs, com inflamação sinovial, simetria, rigidez matinal prolongada e deformidades características.
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