IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Mulher de 61 anos, apresenta dor e limitação de movimento em articulações interfalangeanas distais das mãos, de forma progressiva, há cerca de quatro anos. Refere ainda, nodulações nos dedos, mais proeminentes no 3º dedo da mão, bilateralmente. História de artralgia no joelho esquerdo, sem sintomas sistêmicos, comorbidades ou traumas articulares. Considerando a imagem, o diagnóstico mais provável é:
Osteoartrite primária: dor progressiva em IFD, nódulos de Heberden/Bouchard, sem sintomas sistêmicos.
A osteoartrite primária é a forma mais comum de artrite, caracterizada por degeneração da cartilagem articular. A apresentação clássica em mulheres idosas com acometimento das interfalangeanas distais (IFD) e nódulos de Heberden é um forte indicativo, diferenciando-a de outras artropatias inflamatórias que geralmente poupam as IFD.
A osteoartrite (OA), também conhecida como artrose, é a doença articular mais comum, caracterizada pela degeneração da cartilagem articular e alterações ósseas subcondrais. A osteoartrite primária das mãos é particularmente prevalente em mulheres após a menopausa e se manifesta com dor, rigidez e limitação funcional, especialmente nas articulações interfalangeanas distais (IFD), interfalangeanas proximais (IFP) e na articulação carpometacarpiana do polegar. A presença de nódulos de Heberden (nas IFD) e nódulos de Bouchard (nas IFP) é patognomônica. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, e pode ser confirmado por radiografias que mostram estreitamento do espaço articular, osteófitos, esclerose subcondral e cistos subcondrais. É crucial diferenciar a OA de outras artropatias, como a artrite reumatoide, que tipicamente poupa as IFD e apresenta um padrão inflamatório sistêmico, e a artrite psoriásica, que pode acometer as IFD mas geralmente está associada a lesões cutâneas e entesites. O manejo da osteoartrite é multifacetado, visando o alívio da dor, a melhora da função e a prevenção da progressão da doença. Inclui medidas não farmacológicas (educação, exercícios, órteses, fisioterapia) e farmacológicas (analgésicos, anti-inflamatórios não esteroides tópicos ou orais, condroprotetores). Em casos avançados e refratários, a cirurgia pode ser considerada.
A osteoartrite primária das mãos é caracterizada por dor e rigidez articular, principalmente nas interfalangeanas distais (IFD) e proximais (IFP), e na base do polegar. A presença de nódulos de Heberden (nas IFD) e nódulos de Bouchard (nas IFP) é um achado clássico.
A osteoartrite tipicamente afeta as IFD e IFP, tem dor que piora com o uso e melhora com o repouso, e rigidez matinal curta (<30 min). A artrite reumatoide afeta principalmente as metacarpofalangeanas (MCF) e IFP, poupa as IFD, tem dor inflamatória, rigidez matinal prolongada (>30 min) e sintomas sistêmicos.
O tratamento inicial foca no alívio da dor e melhora da função, incluindo medidas não farmacológicas como exercícios de fortalecimento, órteses, termoterapia e educação do paciente. Farmacologicamente, analgésicos tópicos ou orais (paracetamol, AINEs) são as primeiras opções.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo