UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015
Paciente, 72 anos, com queixa de dor em IFP e IFD das mãos, tendo sido encaminhada pela unidade básica de saúde para avaliação no ambulatório de reumatologia. Trouxe exames solicitados anteriormente, entre os quais: (VER IMAGEM) Tendo essas informações, qual a principal hipótese diagnóstica?
Mulher > 50 anos com dor em IFP/IFD, rigidez matinal < 30 min → Osteoartrite de mãos.
A osteoartrite é a doença articular mais comum, especialmente em idosos, e afeta frequentemente as articulações interfalangeanas distais (IFD) e proximais (IFP) das mãos, além da base do polegar. O quadro clínico, idade e padrão de acometimento articular são cruciais para o diagnóstico, diferenciando-a de outras artropatias inflamatórias.
A osteoartrite (OA) é a doença articular mais comum, afetando milhões de pessoas em todo o mundo, com uma prevalência que aumenta significativamente com a idade. A OA de mãos é particularmente frequente em mulheres pós-menopausa e é caracterizada pela degeneração da cartilagem articular, formação de osteófitos e remodelamento ósseo subcondral. Compreender o quadro clínico e o perfil epidemiológico é fundamental para o diagnóstico, especialmente em ambulatórios de reumatologia e atenção primária. O diagnóstico da osteoartrite de mãos é primariamente clínico, baseado na história do paciente e no exame físico. A dor é o sintoma cardinal, geralmente piora com a atividade e melhora com o repouso. A rigidez matinal é comum, mas de curta duração. A presença de nódulos de Heberden nas articulações interfalangeanas distais (IFD) e nódulos de Bouchard nas interfalangeanas proximais (IFP) são achados patognomônicos. Exames complementares, como radiografias, podem mostrar estreitamento do espaço articular, esclerose subcondral e osteófitos, mas não são estritamente necessários para o diagnóstico em casos típicos. O tratamento da osteoartrite de mãos é focado no alívio da dor, melhora da função e prevenção da progressão da doença. Inclui medidas não farmacológicas (exercícios, órteses, termoterapia) e farmacológicas (analgésicos, anti-inflamatórios tópicos ou orais). Para residentes, é crucial saber diferenciar a OA de outras artropatias inflamatórias, como a artrite reumatoide, que exigem abordagens terapêuticas distintas e mais agressivas. A atenção ao perfil epidemiológico e ao padrão de acometimento articular é a chave para um diagnóstico correto e manejo eficaz.
A osteoartrite de mãos tipicamente apresenta dor articular que piora com o uso e melhora com o repouso, rigidez matinal de curta duração (<30 minutos), e pode haver presença de nódulos ósseos nas IFD (Heberden) e IFP (Bouchard). O acometimento é mais comum nas IFD, IFP e base do polegar.
A osteoartrite afeta predominantemente IFD e IFP, com rigidez matinal curta e sem sinais inflamatórios sistêmicos. A artrite reumatoide tipicamente acomete metacarpofalangeanas (MCF) e IFP simetricamente, poupando IFD, com rigidez matinal prolongada (>30 minutos) e sinais sistêmicos de inflamação.
A osteoartrite é mais prevalente em indivíduos idosos, especialmente mulheres após a menopausa. A idade avançada, sexo feminino e o padrão de acometimento articular são fatores epidemiológicos chave que reforçam a hipótese diagnóstica de osteoartrite, mesmo sem exames complementares específicos.
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