HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2022
Marcela, 57 anos, reclama de dor nos joelhos. A dor iniciou há 4 meses, piora com os movimentos e melhora com longos períodos de repouso, sem irradiação e sem evidências de sinais inflamatórios nesta ou em qualquer outra articulação. Tem índice de massa corporal (IMC) de 32 kg/m². Conta que a dor iniciou após iniciar algumas caminhadas para controlar o peso e que não há limitação de suas atividades diárias. Ao exame físico, apresenta leve aumento de partes moles nos joelhos e crepitações. Sobre a conduta diagnóstica (considerando o diagnóstico mais provável) e terapêutica marque a alternativa CORRETA:
Osteoartrite joelho: dor mecânica + crepitação + obesidade → perda de peso é pilar do tratamento.
A osteoartrite (artrose) é a causa mais provável da dor no joelho de Marcela, caracterizada por dor mecânica, crepitação e obesidade. A perda de peso é uma intervenção fundamental, pois reduz a carga sobre as articulações e melhora os sintomas, devendo ser abordada de forma multiprofissional.
A osteoartrite, também conhecida como artrose, é a doença articular mais comum e uma das principais causas de dor crônica e incapacidade em adultos, especialmente nos joelhos. Caracteriza-se pela degeneração da cartilagem articular, acompanhada de alterações ósseas e sinoviais. Sua prevalência aumenta com a idade e está fortemente associada a fatores de risco como obesidade, trauma articular prévio e predisposição genética. A fisiopatologia da osteoartrite envolve um desequilíbrio entre a degradação e a síntese da cartilagem, levando à sua perda progressiva. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na história de dor mecânica, rigidez matinal curta e achados ao exame físico como crepitação e, por vezes, aumento de volume. Exames de imagem, como a radiografia, são úteis para confirmar o diagnóstico e avaliar a gravidade em estágios mais avançados, mas podem ser normais em fases iniciais. O tratamento da osteoartrite é multifacetado e visa aliviar a dor, melhorar a função e retardar a progressão da doença. Intervenções não farmacológicas são a primeira linha, com destaque para a perda de peso em pacientes com sobrepeso ou obesidade, exercícios de fortalecimento muscular e fisioterapia. A abordagem multiprofissional é essencial. Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), tópicos ou orais, podem ser usados para controle da dor, mas com cautela devido aos efeitos adversos.
Os principais achados incluem dor articular de caráter mecânico (piora com movimento, melhora com repouso), rigidez matinal de curta duração (<30 minutos), crepitação à movimentação e, em casos avançados, deformidade articular e limitação funcional.
A obesidade aumenta significativamente a carga mecânica sobre as articulações do joelho, acelerando a degeneração da cartilagem. A perda de peso reduz essa carga, diminui a inflamação sistêmica e melhora a dor e a função articular, sendo um pilar do tratamento.
Não. A radiografia simples pode não apresentar alterações significativas em estágios iniciais da osteoartrite, pois as alterações estruturais da cartilagem podem não ser visíveis. Sua sensibilidade é maior em quadros mais avançados, onde se observa redução do espaço articular, osteófitos e esclerose subcondral.
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