Tratamento da Osteoartrite de Joelho: Evidências e Condutas

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2026

Enunciado

Uma mulher de 72 anos procura a UBS por dor crônica em ambos os joelhos, sem horário preferencial, mas pior ao subir escadas. Nega sinais inflamatórios. Tem hipertensão diagnosticada há quinze anos, atualmente com níveis controlados com uso de enalapril 20 mg ao dia. Usa paracetamol “de vez em quando”, pois não gosta de tomar comprimidos, com pouco alívio da dor. Nega outras comorbidades. Sem história de úlcera péptica, sangramento ou doença hepática. Queixa de dispepsia esporádica. Ao exame físico, notam-se crepitação bilateral em joelhos, dor à palpação da interlinha medial. IMC: 29 kg/m2 . Raios-X prévios mostram osteófitos e redução do espaço articular tibiofemoral bilateral. TFG estimada: 80 mL/min/1,73 m2 . Considerando as melhores evidências científicas, assim como as preferências da paciente, qual é a melhor conduta para o caso?

Alternativas

  1. A) Prescrever sulfato de glucosamina, iniciar reabilitação fisioterápica e associar ibuprofeno 600 mg + omeprazol se necessário.
  2. B) Oferecer programa de exercícios e perda ponderal, associando AINE tópica como primeira linha, com plano de revisão em seis semanas.
  3. C) Oferecer programa de perda ponderal e manter paracetamol 1 g em dose única diária, suspender exercícios e reavaliar em seis semanas.
  4. D) Encaminhar para infiltração intra-articular de glicocorticoide, por oferecer alívio mais duradouro que medidas não farmacológicas nesse caso.

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