CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2023
Mulher com 57 anos e trabalha como faxineira. Procura atendimento devido queixa de dor articular em mãos e joelhos. Relata rigidez matinal que melhora em menos de 20 minutos com as atividades da manhã. Ao exame das mãos observa-se deformidade nas articulações interfalangianas, sem sinais de sinovite. Joelho direito com leve edema e calor, com crepitação à movimentação. Joelho esquerdo sem alterações. A condução mais adequada para o caso é:
Osteoartrite: Dor articular + rigidez matinal < 30 min + crepitação + deformidades sem sinovite.
O quadro clínico da paciente, com dor articular em mãos e joelhos, rigidez matinal de curta duração (<20 min), deformidades interfalangianas sem sinovite e crepitação, é altamente sugestivo de osteoartrite. A conduta inicial deve focar em analgesia, anti-inflamatórios por curto período e medidas não farmacológicas como fisioterapia.
A osteoartrite (OA) é a doença articular mais comum, caracterizada pela degeneração da cartilagem articular e alterações ósseas subcondrais. Afeta milhões de pessoas em todo o mundo, com prevalência aumentando com a idade. É uma causa significativa de dor crônica e incapacidade, impactando a qualidade de vida. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são fundamentais para aliviar os sintomas e retardar a progressão da doença. O diagnóstico da osteoartrite é predominantemente clínico, baseado em sintomas como dor articular de caráter mecânico (piora com o movimento e melhora com o repouso), rigidez matinal de curta duração (<30 minutos), crepitação à movimentação e, em estágios avançados, deformidades articulares. Ao contrário das artrites inflamatórias, a OA geralmente não apresenta sinais de sinovite ativa. Exames complementares como radiografias podem mostrar estreitamento do espaço articular, osteófitos e esclerose subcondral, mas são secundários à avaliação clínica. A conduta terapêutica na osteoartrite é multifacetada, combinando abordagens farmacológicas e não farmacológicas. O tratamento inicial inclui analgesia simples (paracetamol), AINEs por curtos períodos para exacerbações, e medidas não farmacológicas como fisioterapia, exercícios de fortalecimento, perda de peso e educação do paciente. O residente deve estar apto a diferenciar a OA de outras artropatias e a instituir um plano de tratamento individualizado, visando o alívio da dor e a manutenção da função articular.
Na osteoartrite, a rigidez matinal é tipicamente de curta duração, geralmente menos de 30 minutos, e melhora com o movimento e as atividades. Isso a diferencia de doenças inflamatórias, onde a rigidez é mais prolongada.
Os AINEs são utilizados para alívio sintomático da dor e inflamação na osteoartrite, especialmente em exacerbações. Devem ser usados na menor dose eficaz e pelo menor tempo possível, devido aos riscos de efeitos adversos gastrointestinais e cardiovasculares.
Medidas não farmacológicas são cruciais, incluindo fisioterapia para fortalecimento muscular e melhora da mobilidade, perda de peso em pacientes obesos, educação sobre a doença, uso de órteses e adaptações ergonômicas para proteger as articulações.
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