Osteoartrite das Mãos: Diagnóstico e Sinais Clínicos Chave

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2022

Enunciado

Mulher, 61 anos, sexo feminino, hipertensa em uso irregular de medicações, costureira, vem à consulta com quadro de 1 ano de evolução de dor intensa nas mãos, principalmente nos dedos, que pioram ao longo do dia e aliviam com repouso e analgésicos, associados a uma rigidez matinal de 15 minutos, que tem atrapalhado paciente a trabalhar. Ao exame: aumento de volume e dor nas articulações interfalangeanas distais do segundo, terceiro e quinto dedos, à mobilização ativa e passiva, com presença de nódulos de aproximadamente 0,5 cm nessas mesmas articulações. O quadro clínico é mais compatível com a seguinte causa:

Alternativas

  1. A) Artrite relacionada a arbovirose
  2. B) Lúpus Eritematoso sistêmico
  3. C) Artrite psoriásica
  4. D) Atrite reumatoide
  5. E) Osteoartrite

Pérola Clínica

Dor articular mecânica + rigidez matinal < 30 min + nódulos interfalangeanos distais em idosa → Osteoartrite.

Resumo-Chave

A osteoartrite é uma doença articular degenerativa comum em idosos, caracterizada por dor de padrão mecânico (piora com atividade, melhora com repouso) e rigidez matinal de curta duração (<30 min). O acometimento das interfalangeanas distais (Nódulos de Heberden) e proximais (Nódulos de Bouchard) é clássico, especialmente em mulheres.

Contexto Educacional

A osteoartrite (OA), também conhecida como artrose, é a doença articular mais comum, caracterizada pela degeneração da cartilagem articular e alterações ósseas subcondrais. Sua prevalência aumenta com a idade, sendo uma causa significativa de dor e incapacidade funcional, especialmente em mulheres pós-menopausa. O quadro clínico típico da osteoartrite das mãos inclui dor de padrão mecânico, que piora com a atividade e melhora com o repouso, e rigidez matinal de curta duração, geralmente inferior a 30 minutos. O exame físico revela aumento de volume e dor à mobilização nas articulações interfalangeanas distais (DIP) e proximais (PIP), com a presença de nódulos ósseos característicos: Nódulos de Heberden nas DIPs e Nódulos de Bouchard nas PIPs. A história ocupacional, como costureira, pode indicar uso repetitivo das mãos, contribuindo para o desenvolvimento da condição. O diagnóstico é primariamente clínico, complementado por radiografias que podem mostrar estreitamento do espaço articular, osteófitos e esclerose subcondral. O tratamento é focado no alívio da dor e na manutenção da função, incluindo analgésicos, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), fisioterapia e, em casos selecionados, cirurgia. É fundamental que residentes saibam diferenciar a OA de outras artropatias inflamatórias para um manejo adequado.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da osteoartrite das mãos?

Os principais sintomas incluem dor articular de padrão mecânico (piora com o uso, melhora com repouso), rigidez matinal de curta duração (geralmente menos de 30 minutos) e, frequentemente, a formação de nódulos ósseos nas articulações.

O que são os Nódulos de Heberden e Bouchard?

Nódulos de Heberden são proeminências ósseas que se desenvolvem nas articulações interfalangeanas distais (DIP) dos dedos, enquanto os Nódulos de Bouchard ocorrem nas interfalangeanas proximais (PIP). Ambos são característicos da osteoartrite.

Como diferenciar osteoartrite de artrite reumatoide nas mãos?

A osteoartrite afeta predominantemente as articulações DIP e PIP, com dor mecânica e rigidez matinal breve. A artrite reumatoide, por outro lado, acomete principalmente as metacarpofalangeanas (MCF) e PIP, com rigidez matinal prolongada e sinais inflamatórios sistêmicos.

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