CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2020
Mulher, 52 anos, empregada doméstica. Refere dor em joelho direito e nas articulações das mãos. Relata rigidez matinal em torno de 20minutos. Refere que as dores pioravam com o frio e com o esforço físico e melhoravam com o repouso. Atualmente vem fazendo uso de diclofenaco com melhora; contudo, refere epigastralgia. Ao exame articularnotam-se nas mãos nódulos de Heberden e Bouchard e no joelho há crepitação. No momento, nenhuma articulação com sinal de sinovite. Qual a conduta mais adequada para o tratamento paciente?
Osteoartrite → dor mecânica, rigidez < 30 min, nódulos Heberden/Bouchard. Tratamento inicial: analgesia simples e fisioterapia.
A paciente apresenta quadro clássico de osteoartrite (dor mecânica, rigidez matinal curta, nódulos de Heberden/Bouchard, crepitação). O tratamento inicial deve focar em medidas não farmacológicas (fisioterapia, perda de peso) e analgesia simples, evitando AINEs prolongados devido aos efeitos adversos.
A osteoartrite, também conhecida como artrose, é a doença articular mais comum, caracterizada pela degeneração da cartilagem articular e alterações ósseas subcondrais. Afeta predominantemente indivíduos de meia-idade e idosos, com maior prevalência em mulheres após a menopausa. Os fatores de risco incluem idade avançada, obesidade, trauma articular prévio e predisposição genética. É uma condição crônica que impacta significativamente a qualidade de vida. O quadro clínico típico da osteoartrite inclui dor articular de caráter mecânico, que piora com o movimento e melhora com o repouso. A rigidez matinal é comum, mas geralmente de curta duração (menos de 30 minutos). Ao exame físico, podem ser observados nódulos de Heberden (nas articulações interfalângicas distais) e nódulos de Bouchard (nas articulações interfalângicas proximais), crepitação à movimentação articular e, em fases avançadas, deformidades. A ausência de sinovite ativa ajuda a diferenciá-la de doenças inflamatórias. O tratamento da osteoartrite é multifacetado e visa aliviar a dor, melhorar a função e retardar a progressão da doença. A conduta inicial mais adequada envolve medidas não farmacológicas, como fisioterapia (exercícios de fortalecimento e alongamento), perda de peso (se obesa), e educação do paciente. Para o controle da dor, a analgesia simples (paracetamol) é a primeira linha, devido ao menor perfil de efeitos adversos. Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) devem ser usados com cautela e por curtos períodos, especialmente em pacientes com histórico de epigastralgia, devido aos riscos gastrointestinais e cardiovasculares.
A osteoartrite é caracterizada por dor articular de caráter mecânico (piora com movimento, melhora com repouso), rigidez matinal de curta duração (<30 minutos), crepitação articular, e presença de nódulos de Heberden (IFD) e Bouchard (IFP) nas mãos.
A fisioterapia ajuda a fortalecer a musculatura periarticular, melhorar a amplitude de movimento, reduzir a dor e otimizar a função articular, sendo uma medida não farmacológica essencial para o manejo da osteoartrite.
O uso prolongado de AINEs como o diclofenaco está associado a riscos gastrointestinais (epigastralgia, úlceras, sangramento), cardiovasculares (hipertensão, eventos trombóticos) e renais, especialmente em idosos ou pacientes com comorbidades.
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