Osteoartrite: Exercícios e Manejo para Alívio da Dor

UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2022

Enunciado

Paciente feminina, de 67 anos, com obesidade e hipertensão arterial sistêmica, consultou por dor no quadril direito e no joelho esquerdo, quadro iniciado há cerca de 1 ano. Referiu rigidez matinal de cerca de 30 minutos e agravamento da dor ao subir e descer escadas. Ao exame, havia dor à mobilização passiva extrema do quadril direito e do joelho esquerdo, com discreto aumento de temperatura e de volume não depressível. Foram também observadas nodulações em algumas articulações interfalangianas distais de ambas as mãos. Diante da principal hipótese diagnóstica, qual a conduta terapêutica mais adequada?

Alternativas

  1. A) Uso de hidroxicloroquina.
  2. B) Uso de metotrexato.
  3. C) Prática de exercícios aeróbicos e de resistência.
  4. D) Artroplastia.

Pérola Clínica

Dor articular mecânica, rigidez <30min, nódulos interfalangianos em idosa obesa → Osteoartrite. Conduta: exercícios e perda de peso.

Resumo-Chave

A osteoartrite é uma doença articular degenerativa caracterizada por dor mecânica, rigidez matinal de curta duração e, frequentemente, nódulos nas interfalangianas (Heberden e Bouchard). O tratamento inicial e mais eficaz envolve medidas não farmacológicas, como exercícios físicos regulares e perda de peso, que melhoram a função e reduzem a dor.

Contexto Educacional

A osteoartrite (OA), também conhecida como osteoartrose ou doença articular degenerativa, é a artropatia mais comum, caracterizada pela degeneração da cartilagem articular, remodelamento ósseo subcondral e formação de osteófitos. Afeta predominantemente indivíduos mais velhos, com fatores de risco como obesidade, trauma articular prévio e predisposição genética. Clinicamente, manifesta-se por dor articular de caráter mecânico, rigidez matinal de curta duração (<30 minutos) e, frequentemente, nódulos de Heberden e Bouchard nas mãos. A fisiopatologia da OA envolve um desequilíbrio entre a degradação e a síntese da matriz cartilaginosa, levando à perda progressiva da cartilagem. O diagnóstico é primariamente clínico, complementado por radiografias que podem mostrar estreitamento do espaço articular, osteófitos e esclerose subcondral. A suspeita deve ser alta em pacientes idosos com dor articular crônica que piora com o uso e melhora com o repouso. O tratamento da osteoartrite é multifacetado, com ênfase inicial em medidas não farmacológicas. A prática regular de exercícios aeróbicos e de resistência, juntamente com a perda de peso em pacientes obesos, são pilares fundamentais, pois reduzem a carga nas articulações, fortalecem a musculatura e melhoram a função. Analgésicos e anti-inflamatórios podem ser usados para controle sintomático, e em casos avançados, a artroplastia pode ser indicada. O manejo visa aliviar a dor, melhorar a função e retardar a progressão da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da osteoartrite?

A osteoartrite é caracterizada por dor articular de caráter mecânico (piora com movimento, melhora com repouso), rigidez matinal de curta duração (<30 minutos), crepitação articular e, em mãos, a presença de nódulos de Heberden (interfalangianas distais) e Bouchard (interfalangianas proximais).

Por que a prática de exercícios aeróbicos e de resistência é a conduta mais adequada na osteoartrite?

Exercícios fortalecem a musculatura periarticular, melhoram a estabilidade da articulação, reduzem a carga sobre a cartilagem e promovem a perda de peso, diminuindo a dor e melhorando a função. Eles são a base do tratamento não farmacológico.

Como diferenciar a osteoartrite de outras artropatias inflamatórias, como a artrite reumatoide?

A osteoartrite apresenta dor mecânica, rigidez matinal curta e acometimento assimétrico de articulações de carga e interfalangianas distais. A artrite reumatoide, por sua vez, cursa com dor inflamatória, rigidez matinal prolongada (>30 minutos) e acometimento simétrico de pequenas articulações, especialmente interfalangianas proximais e metacarpofalangianas.

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