UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2015
Paciente feminina, 78 anos, busca auxílio no Ambulatório de Reumatologia por quadro de aumento de volume em articulações distais de ambas as mãos, além de dor em joelhos ao iniciar o movimento. Refere que tem esse quadro desde os 50 anos, porém “nunca recebeu medicação que curasse seu problema”. Sobre a osteoartrite, assinale a alternativa correta.
OA: mais comum em mulheres, prevalência ↑ com a idade, acomete articulações de carga e mãos.
A osteoartrite é uma doença articular degenerativa crônica, cuja prevalência aumenta significativamente com a idade e é maior em mulheres, especialmente após a menopausa. As articulações mais frequentemente acometidas são as de carga (joelhos, quadris, coluna) e as interfalângicas das mãos.
A osteoartrite (OA), também conhecida como osteoartrose ou artrose, é a doença articular mais comum, caracterizada pela degeneração da cartilagem articular e alterações ósseas subcondrais. Sua prevalência aumenta dramaticamente com a idade, tornando-se uma das principais causas de dor crônica e incapacidade funcional em idosos. É crucial para residentes compreenderem sua epidemiologia e fatores de risco para um diagnóstico e manejo adequados. A epidemiologia da OA mostra uma clara predileção pelo sexo feminino, especialmente após a quinta década de vida, com essa diferença de prevalência se acentuando com o envelhecimento. Fatores como a deficiência estrogênica pós-menopausa, diferenças biomecânicas e maior longevidade feminina são considerados contribuintes. As articulações mais frequentemente acometidas são as que suportam peso (joelhos, quadris, coluna vertebral) e as das mãos (interfalângicas distais e proximais, rizartrose), com a dor tipicamente mecânica, piorando com o movimento e aliviando com o repouso. O diagnóstico é clínico e radiológico, e o tratamento visa aliviar a dor, melhorar a função e retardar a progressão da doença, utilizando abordagens não farmacológicas (exercícios, perda de peso, fisioterapia) e farmacológicas (analgésicos, anti-inflamatórios, condroprotetores). Embora não haja cura, o manejo adequado pode melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. A compreensão desses aspectos é vital para a prática clínica e para a preparação para exames de residência.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, sexo feminino (especialmente após a menopausa), obesidade, trauma articular prévio, sobrecarga articular e predisposição genética.
A maior prevalência em mulheres, principalmente após a menopausa, é atribuída a fatores hormonais (deficiência estrogênica), diferenças anatômicas e biomecânicas, e maior longevidade feminina.
A osteoartrite afeta preferencialmente articulações de carga como joelhos, quadris e coluna vertebral, além das articulações das mãos (interfalângicas distais e proximais, rizartrose) e, menos comumente, os pés.
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