FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2025
Paciente de 60 anos de idade, em terapia de substituição renal crônica devido à nefropatia hipertensiva, comparece ao ambulatório de nefrologia queixando-se de prurido e dor óssea em região lombar, quadril e joelho. Nega perda ponderal ou sintomas sistêmicos. Traz radiografias solicitadas pelo médico da unidade básica de saúde que demonstram: depósitos teciduais de cálcio, reabsorção subperiosteal de falanges da mão e coluna em camisa de Rugger Jersey, além de crânio em sal e pimenta.Com relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a alternativa CORRETA com o diagnóstico e os achados laboratoriais compatíveis.
DRC + prurido/dor óssea + reabsorção subperiosteal/Rugger Jersey/sal e pimenta → Osteíte fibrosa.
A osteíte fibrosa é a manifestação mais grave da doença óssea renal, decorrente do hiperparatireoidismo secundário não controlado na doença renal crônica. Os achados radiográficos clássicos refletem a intensa atividade osteoclástica estimulada pelo PTH elevado.
A osteíte fibrosa cística representa a forma mais grave da doença óssea mineral e distúrbios do metabolismo mineral na doença renal crônica (DRC), sendo uma complicação direta do hiperparatireoidismo secundário não controlado. É crucial para residentes de nefrologia e clínica médica reconhecerem suas manifestações, pois impacta significativamente a morbimortalidade dos pacientes em terapia de substituição renal. A prevalência é maior em pacientes com DRC avançada e em diálise, refletindo a cronicidade da disfunção renal e suas consequências metabólicas. A fisiopatologia envolve a retenção de fosfato, a deficiência de 1,25-di-hidroxivitamina D (calcitriol) e a hipocalcemia, que em conjunto estimulam a hiperplasia das glândulas paratireoides e a secreção excessiva de paratormônio (PTH). O PTH elevado promove a reabsorção óssea osteoclástica, levando à substituição do osso por tecido fibroso e cistos. Os achados radiográficos clássicos, como reabsorção subperiosteal nas falanges, crânio em sal e pimenta e coluna em camisa de Rugger Jersey, são patognomônicos e refletem essa intensa remodelação óssea. O tratamento visa controlar o hiperparatireoidismo, incluindo o uso de quelantes de fosfato, análogos da vitamina D, calcimiméticos e, em casos refratários, paratireoidectomia. O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas, juntamente com a interpretação dos exames laboratoriais (PTH, cálcio, fósforo, fosfatase alcalina) e radiográficos, é fundamental para o manejo adequado e para prevenir fraturas e outras complicações esqueléticas e cardiovasculares associadas.
Os achados incluem reabsorção subperiosteal (especialmente em falanges), coluna em camisa de Rugger Jersey, crânio em sal e pimenta e depósitos teciduais de cálcio.
Na DRC, há retenção de fosfato, diminuição da síntese de calcitriol e hipocalcemia, que estimulam a secreção crônica de PTH, levando à hiperplasia das paratireoides e remodelação óssea excessiva.
A osteíte fibrosa é caracterizada por PTH muito elevado e alto turnover ósseo. A doença óssea adinâmica, por outro lado, apresenta PTH baixo ou normal e baixo turnover ósseo.
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