Influenza: Tratamento com Oseltamivir e Vacinação

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2022

Enunciado

Estamos observando, nos últimos meses, um aumento de casos de influenza concomitantes aos casos de Covid-19. De acordo com o Ministério da Saúde do Brasil, no que se refere aos aspectos do tratamento e à prevenção das infecções causadas pelo vírus influenza, analise as assertivas abaixo:I. O oseltamivir é um antiviral pertencente à classe dos inibidores da protease, e a maioria dos vírus influenza que circula é suscetível a essa droga.II. Idade menor que seis meses é considerada um fator de risco para complicações da síndrome gripal pelo vírus influenza, no entanto o oseltamivir não deve ser empregado nessa faixa etária, mesmo que o lactente apresente síndrome respiratória aguda grave (SRAG).III. A vacina trivalente utilizada pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) é composta pelos seguintes vírus inativados: dois tipos de influenza A e um tipo de influenza B. A cepa H3N2, denominada Darwin, que está circulando atualmente, está presente na composição da vacina de 2021.Podemos afirmar que

Alternativas

  1. A) todas estão incorretas.
  2. B) todas estão corretas.
  3. C) apenas a I está correta.
  4. D) apenas a II está correta.
  5. E) apenas I e III estão incorretas.

Pérola Clínica

Oseltamivir é inibidor da neuraminidase, pode ser usado em < 6 meses com SRAG, e vacina influenza tem composição anual variável.

Resumo-Chave

O oseltamivir é um antiviral da classe dos inibidores da neuraminidase, eficaz contra o vírus influenza, e seu uso é recomendado para casos graves ou com fatores de risco, incluindo lactentes menores de 6 meses. A composição da vacina influenza é atualizada anualmente pela OMS para cobrir as cepas circulantes mais prováveis.

Contexto Educacional

A influenza, ou gripe, é uma infecção respiratória aguda causada pelos vírus influenza A, B, C e D, sendo os tipos A e B os mais relevantes clinicamente. É uma doença de alta transmissibilidade, com potencial para causar epidemias sazonais e, ocasionalmente, pandemias. Em grupos de risco, como lactentes, idosos, gestantes e imunocomprometidos, pode levar a complicações graves como pneumonia, SRAG e óbito. O reconhecimento precoce e a intervenção adequada são cruciais para residentes. O tratamento antiviral com oseltamivir, um inibidor da neuraminidase, é eficaz se iniciado nas primeiras 48 horas do início dos sintomas, mas pode ser benéfico mesmo após esse período em pacientes com doença grave ou com fatores de risco. Ele atua impedindo a liberação de novas partículas virais das células infectadas. A vacinação anual é a principal medida de prevenção, e sua composição é atualizada pela OMS para incluir as cepas mais prováveis de circular. É fundamental que residentes compreendam as indicações do oseltamivir, que incluem todos os casos de SRAG por influenza, hospitalizados com influenza, ou pacientes com fatores de risco para complicações, independentemente da idade, incluindo lactentes menores de 6 meses com dose ajustada. A vacina trivalente do PNI geralmente contém duas cepas de influenza A (H1N1 e H3N2) e uma cepa de influenza B. A vigilância contínua das cepas circulantes é essencial para a eficácia das estratégias de prevenção e tratamento.

Perguntas Frequentes

Qual o mecanismo de ação do oseltamivir no tratamento da influenza?

O oseltamivir é um pró-fármaco que, após metabolização, atua como um inibidor seletivo da neuraminidase viral. A neuraminidase é essencial para a liberação de novas partículas virais das células infectadas, e sua inibição impede a disseminação do vírus.

Quando o oseltamivir é indicado para lactentes menores de 6 meses?

O oseltamivir é indicado para lactentes menores de 6 meses que apresentem Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ou que possuam fatores de risco para complicações da influenza, como doenças crônicas. A dose deve ser ajustada ao peso.

Como é definida a composição da vacina influenza anualmente?

A composição da vacina influenza é definida anualmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com base na vigilância epidemiológica global das cepas de vírus influenza que estão circulando e que são mais prováveis de causar doença na próxima temporada.

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