Ortotanásia: Entenda a Morte Digna em Pediatria

UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015

Enunciado

A ética é a subdivisão da filosofia que estuda os valores morais e culturais da sociedade e a maneira adequada de o indivíduo comportar-se diante deles. A abordagem dos problemas éticos, que se originam da prática pediátrica, deve incluir o respeito tanto pela responsabilidade dos pais com a vida e a saúde do filho quanto pelo desenvolvimento da capacidade e da autonomia da criança. O aparato tecnológico e científico existente nas unidades de terapia intensiva pediátricas (UTIP) vem exigindo dos profissionais uma conduta equilibrada quanto à sua aplicação no manejo dos pacientes, principalmente no que tange ao paciente terminal. Dentro deste escopo, define-se a ortotanásia como sendo:

Alternativas

  1. A) Morte digna de evolução natural com prolongamento artificial. 
  2. B) Morte digna de evolução natural sem prolongamento artificial, dentro da UTIP.
  3. C) Morte digna de evolução natural, sem prolongamento artificial, após discussão com a equipe interdisciplinar e com os familiares, se possível longe da UTIP.
  4. D) É uma forma de apressar a morte de um doente incurável, sem que esse sinta dor ou sofrimento. A ação é praticada por um médico com o consentimento do doente ou da sua família.
  5. E) Utilização de todas as possibilidades para prolongar a vida do paciente, ainda que a cura não seja uma possibilidade e o sofrimento torne-se demasiadamente penoso.

Pérola Clínica

Ortotanásia = morte natural sem prolongamento artificial, com dignidade e decisão compartilhada.

Resumo-Chave

A ortotanásia é a conduta ética de não prolongar artificialmente a vida de um paciente terminal, permitindo uma morte digna e natural. Envolve a equipe de saúde e a família, priorizando o conforto e a qualidade de vida.

Contexto Educacional

A ortotanásia é um conceito fundamental na bioética médica, especialmente em unidades de terapia intensiva pediátricas (UTIP), onde a tecnologia pode prolongar a vida artificialmente. Ela se refere à morte digna e natural, sem a utilização de meios desproporcionais ou fúteis para prolongar a vida de um paciente terminal, focando na qualidade de vida e no alívio do sofrimento. A discussão sobre ortotanásia envolve a equipe interdisciplinar, os familiares e, quando apropriado, o próprio paciente, respeitando sua autonomia e capacidade de decisão. É crucial diferenciar ortotanásia de eutanásia (antecipação da morte) e distanásia (prolongamento artificial e fútil da vida), sendo a ortotanásia uma prática ética e legalmente reconhecida no Brasil pelo Conselho Federal de Medicina. A implementação da ortotanásia exige uma comunicação clara e empática com a família, garantindo que a decisão seja informada e compartilhada, visando o bem-estar do paciente e a promoção de um ambiente de cuidado paliativo adequado, muitas vezes fora do ambiente intensivo.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre ortotanásia e eutanásia?

A ortotanásia permite a morte natural sem prolongamento artificial, enquanto a eutanásia é a antecipação da morte por ato médico.

Quando a ortotanásia é indicada em pediatria?

É indicada para pacientes pediátricos terminais, quando o prolongamento da vida apenas aumenta o sofrimento, priorizando os cuidados paliativos.

Quem decide pela ortotanásia?

A decisão é tomada em conjunto pela equipe médica, familiares e, quando possível, com a participação da criança/adolescente, respeitando sua autonomia progressiva.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo