HFCF - Hospital Federal Cardoso Fontes (RJ) — Prova 2016
Segundo o código de ética médica, qual deve ser o melhor comportamento do médico frente a um paciente terminal sem perspectivas?
Paciente terminal sem perspectiva → evitar distanásia e focar em cuidados paliativos (ortotanásia).
O Código de Ética Médica preconiza a ortotanásia para pacientes terminais, ou seja, a suspensão de procedimentos diagnósticos e terapêuticos desnecessários que prolonguem artificialmente a vida sem benefício, priorizando o conforto e a dignidade através dos cuidados paliativos.
O manejo do paciente terminal é um dos maiores desafios éticos e clínicos na medicina. O Código de Ética Médica brasileiro, em seu Capítulo V (Art. 41), aborda a questão da ortotanásia, que é a conduta de não prolongar artificialmente a vida de um paciente em fase terminal e sem perspectivas de cura, evitando a distanásia (obstinação terapêutica). Nesse contexto, o médico deve abster-se de realizar procedimentos diagnósticos e terapêuticos desnecessários que apenas prolongariam o sofrimento do paciente, sem oferecer benefício real. A prioridade passa a ser a manutenção dos cuidados paliativos, que visam garantir o conforto, a dignidade e a melhor qualidade de vida possível para o paciente e sua família. É fundamental que o médico estabeleça uma comunicação clara e empática com o paciente (se capaz) e seus familiares, explicando a condição, o prognóstico e as opções de cuidado. A eutanásia, que é a antecipação da morte, é expressamente proibida pelo Código de Ética Médica brasileiro, diferenciando-se da ortotanásia, que permite a morte natural, respeitando a autonomia e a dignidade do indivíduo.
Eutanásia é a antecipação da morte para aliviar o sofrimento. Distanásia é a prolongação artificial da vida sem benefício clínico. Ortotanásia é permitir a morte natural, evitando a distanásia e focando em cuidados paliativos.
Cuidados paliativos visam melhorar a qualidade de vida do paciente e de sua família diante de uma doença que ameaça a vida, focando no alívio da dor e outros sintomas, e no suporte psicossocial e espiritual.
Não, o Código de Ética Médica brasileiro proíbe a eutanásia. Ele permite a ortotanásia, que é a limitação ou suspensão de procedimentos que prolonguem a vida sem benefício, respeitando a vontade do paciente ou de seus representantes.
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