HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024
Paciente de 7 anos de idade, masculino, trazido ao pronto-socorro devido a dor em região escrotal iniciada há quatro horas. Nega trauma local. À revisão de sistemas, a mãe informa possível pico febril há dois dias, associado a dor de garganta, resolvida espontaneamente. Ao exame físico, encontra-se afebril e os testículos estão tópicos, edemaciados e dolorosos à palpação, simetricamente. O reflexo cremastérico está presente. A conduta adequada neste caso deve ser:
Dor escrotal aguda em criança: dor simétrica, reflexo cremastérico presente, história recente de infecção viral → Orquite viral (tratamento sintomático).
A dor escrotal aguda em crianças, especialmente quando bilateral e simétrica, com reflexo cremastérico presente e história de infecção viral recente (como faringite ou parotidite), sugere fortemente orquite viral. Nesses casos, o tratamento é sintomático.
A dor escrotal aguda em crianças é uma queixa comum no pronto-socorro e exige uma avaliação cuidadosa para diferenciar condições benignas de emergências cirúrgicas, como a torção testicular. A orquite viral é uma causa frequente de dor escrotal em meninos, muitas vezes associada a infecções virais sistêmicas, como parotidite (caxumba), mas também outras infecções respiratórias. A fisiopatologia da orquite viral envolve a inflamação do testículo devido à infecção viral. Clinicamente, o paciente apresenta dor e edema testicular, que podem ser unilaterais ou bilaterais, mas frequentemente simétricos na orquite viral. A presença do reflexo cremastérico é um achado importante que ajuda a diferenciar da torção testicular, onde este reflexo geralmente está ausente. A história de um pico febril ou dor de garganta recente reforça a suspeita de etiologia viral. A conduta para orquite viral é o tratamento sintomático, com analgésicos e anti-inflamatórios, repouso e suporte escrotal. É crucial descartar a torção testicular, que requer intervenção cirúrgica urgente. A ultrassonografia com Doppler pode ser útil para confirmar o diagnóstico e excluir outras causas, mas a avaliação clínica é primordial.
Os principais diferenciais incluem torção testicular (emergência cirúrgica), torção de apêndice testicular, epididimite e orquite (viral ou bacteriana).
Na orquite viral, a dor é frequentemente bilateral e simétrica, o reflexo cremastérico está presente e pode haver história de infecção viral recente. Na torção testicular, a dor é unilateral, súbita e intensa, o reflexo cremastérico está ausente e o testículo pode estar elevado e horizontalizado.
O tratamento é sintomático, incluindo repouso, analgésicos e anti-inflamatórios para alívio da dor e do edema. A maioria dos casos se resolve espontaneamente.
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