Orquite Isquêmica Pós-Hernioplastia: Diagnóstico e Causa

FAA/UNIFAA - Hospital Escola Luiz Gioseffi Jannuzzi (RJ) — Prova 2015

Enunciado

Paciente J.P., masculino, 35 anos, apresentando hérnia inguinal a direita há 10 anos. Foi submetido à hernioplastia inguinal à técnica de Lichtenstein, evoluindo ainda no primeiro dia de pós operatório com aumento do volume testicular importante e queixa álgica no testículo direito. Foi solicitado ultrassom doppler sendo verificado ausência de fluxo sanguíneo no testículo direito. Qual o provável diagnóstico e a causa mais comum desta complicação respectivamente? 

Alternativas

  1. A) Orquite isquêmica e ligadura da artéria cremastérica
  2. B) Manipulação cirúrgica e ligadura da veia testicular
  3. C) Epididimite e ligadura da artéria testicular
  4. D) Orquite isquêmica e trombose do plexo pampiniforme

Pérola Clínica

Pós-hernioplastia + dor/aumento testicular + ausência fluxo Doppler → Orquite isquêmica por trombose plexo pampiniforme.

Resumo-Chave

A orquite isquêmica é uma complicação rara, mas grave, da hernioplastia inguinal, geralmente causada por lesão ou trombose do plexo pampiniforme ou da veia testicular, levando à congestão venosa e isquemia. A ausência de fluxo sanguíneo no Doppler confirma a isquemia.

Contexto Educacional

A hernioplastia inguinal, especialmente pela técnica de Lichtenstein, é um procedimento comum para correção de hérnias. Embora geralmente segura, pode apresentar complicações. A orquite isquêmica é uma complicação rara, mas potencialmente grave, que ocorre no pós-operatório imediato. A orquite isquêmica é caracterizada por dor e aumento do volume testicular, com o ultrassom Doppler revelando ausência ou diminuição acentuada do fluxo sanguíneo. A causa mais comum é a lesão inadvertida ou trombose do plexo pampiniforme ou da veia testicular durante a dissecção do cordão espermático, resultando em congestão venosa e subsequente isquemia. A artéria testicular é mais resistente à lesão, e sua ligadura acidental é menos comum como causa primária de orquite isquêmica. O manejo da orquite isquêmica pós-hernioplastia é principalmente de suporte, com analgesia e monitoramento. Em casos de necrose testicular confirmada, pode ser necessária a orquiectomia. A prevenção envolve técnica cirúrgica meticulosa para preservar as estruturas vasculares do cordão espermático.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas da orquite isquêmica pós-hernioplastia?

Os sintomas da orquite isquêmica pós-hernioplastia incluem aumento súbito do volume testicular, dor intensa no testículo afetado e, em casos graves, sinais de isquemia como ausência de fluxo sanguíneo ao ultrassom Doppler.

Qual a causa mais comum de orquite isquêmica após hernioplastia?

A causa mais comum de orquite isquêmica após hernioplastia é a lesão ou trombose do plexo pampiniforme ou da veia testicular durante a dissecção do cordão espermático, levando à congestão venosa e isquemia.

Como o ultrassom Doppler auxilia no diagnóstico de orquite isquêmica?

O ultrassom Doppler é fundamental no diagnóstico de orquite isquêmica, pois permite avaliar o fluxo sanguíneo testicular. A ausência ou redução significativa do fluxo no testículo afetado confirma a isquemia.

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