Orquiepididimite: Diagnóstico e Sinal de Prehn

IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2025

Enunciado

Homem, de 23 anos de idade, procura o pronto atendimento por dor testicular à esquerda há um dia. Nega trauma local. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, afebril, sem alterações no exame abdominal. Ausência de hérnias inguinocrurais. Nota-se testículo esquerdo de volume aumentado, doloroso ao toque, apresentando melhora do quadro álgico durante sua elevação. Realizou ultrasonografia com doppler, ilustrada a seguir: Qual é a principal hipótese diagnóstica para este paciente?

Alternativas

  1. A) Trombose do plexo pampiniforme
  2. B) Torção testicular
  3. C) Torção da hidátide de Morgani
  4. D) Orquiepididimite

Pérola Clínica

Sinal de Prehn positivo (dor ↓ com elevação testicular) + USG Doppler → Orquiepididimite.

Resumo-Chave

O sinal de Prehn positivo, onde a elevação do testículo alivia a dor, é um achado clínico que sugere orquiepididimite e ajuda a diferenciá-la da torção testicular, que geralmente piora com a elevação. A ultrassonografia com Doppler é essencial para confirmar o diagnóstico e avaliar o fluxo sanguíneo.

Contexto Educacional

A orquiepididimite é uma inflamação do epidídimo e, frequentemente, do testículo, sendo uma causa comum de dor escrotal aguda em homens adultos jovens. Geralmente é causada por infecções bacterianas, como bactérias entéricas em homens mais velhos ou sexualmente transmissíveis (Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae) em homens mais jovens. A importância clínica reside na necessidade de um diagnóstico preciso para diferenciá-la de outras causas de escroto agudo, especialmente a torção testicular, que é uma emergência cirúrgica. O diagnóstico da orquiepididimite é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. A presença de dor testicular unilateral, inchaço e eritema, juntamente com o sinal de Prehn positivo (alívio da dor com a elevação do testículo), são achados sugestivos. A ultrassonografia com Doppler é o exame de imagem de escolha, demonstrando aumento do fluxo sanguíneo no epidídimo e/ou testículo afetado, o que a diferencia da torção testicular, onde o fluxo é reduzido ou ausente. O tratamento da orquiepididimite consiste em antibioticoterapia empírica direcionada aos agentes etiológicos prováveis, repouso, elevação escrotal e analgésicos. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas complicações como abscesso escrotal ou infertilidade podem ocorrer se não tratada. A diferenciação rápida da torção testicular é crucial para preservar a viabilidade testicular.

Perguntas Frequentes

Quais os principais sintomas da orquiepididimite?

Os principais sintomas incluem dor testicular unilateral, inchaço, eritema escrotal, febre e, por vezes, sintomas urinários. A dor pode irradiar para a virilha e piorar com a atividade física.

Como o sinal de Prehn ajuda no diagnóstico diferencial?

O sinal de Prehn é positivo na orquiepididimite, onde a elevação do testículo afetado alivia a dor. Na torção testicular, a dor geralmente piora ou não se altera com a elevação, sendo um sinal negativo.

Qual o papel da ultrassonografia Doppler no escroto agudo?

A ultrassonografia Doppler é fundamental para avaliar o fluxo sanguíneo testicular. Na orquiepididimite, há aumento do fluxo sanguíneo no epidídimo e testículo afetados, enquanto na torção testicular, há redução ou ausência de fluxo.

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