UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2023
Paciente de 23 anos consultou na UBS por quadro de dor escrotal muito intensa de início há 2 dias, acompanhada de dificuldade para deambular, disúria e mal-estar. Ao exame, constatou-se grande edema unilateral na bolsa escrotal. Alívio parcial da dor foi conseguido com a manobra de Prehn (elevação mecânica da bolsa escrotal). Qual a principal suspeita diagnóstica?
Dor escrotal + Edema + Disúria + Manobra de Prehn positiva → Orquiepididimite.
A orquiepididimite é uma inflamação do epidídimo e/ou testículo, frequentemente de etiologia infecciosa, que se manifesta com dor escrotal, edema e, classicamente, alívio parcial da dor com a elevação do testículo (manobra de Prehn positiva). A disúria e mal-estar sugerem um processo infeccioso.
A orquiepididimite é uma condição inflamatória do epidídimo e, frequentemente, do testículo, sendo uma causa comum de dor escrotal aguda em homens. A etiologia varia com a idade: em homens sexualmente ativos, é frequentemente causada por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) como *Chlamydia trachomatis* e *Neisseria gonorrhoeae*; em homens mais velhos ou com fatores de risco urológicos, patógenos entéricos (como *E. coli*) são mais comuns. O quadro clínico típico inclui dor escrotal unilateral de início gradual, que pode irradiar para a virilha, acompanhada de edema, eritema, febre, disúria e sintomas urinários. A manobra de Prehn, que consiste no alívio da dor com a elevação do testículo, é um achado clássico, embora não seja 100% sensível ou específica. O diagnóstico diferencial principal é a torção testicular, uma emergência cirúrgica que requer intervenção imediata para preservar a viabilidade do testículo. O manejo da orquiepididimite envolve antibioticoterapia empírica, que deve cobrir os patógenos mais prováveis de acordo com a idade e o histórico do paciente. Além dos antibióticos, são indicados repouso, elevação escrotal (com suspensório escrotal), aplicação de compressas frias e uso de analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor e do processo inflamatório. A ultrassonografia Doppler escrotal é útil para confirmar o diagnóstico e excluir torção testicular, mostrando aumento do fluxo sanguíneo no epidídimo e testículo afetados.
Os sintomas incluem dor escrotal unilateral de início gradual, que pode irradiar para a virilha, acompanhada de edema, eritema escrotal, febre, disúria, polaciúria e mal-estar geral, sugerindo um processo inflamatório ou infeccioso.
A manobra de Prehn é considerada positiva quando a elevação manual do testículo afetado alivia a dor, sendo sugestiva de orquiepididimite. Na torção testicular, a dor geralmente piora ou não se altera com a elevação, sendo a manobra negativa.
O tratamento inicial envolve antibioticoterapia empírica (guiada pela idade e fatores de risco para ISTs), repouso, elevação escrotal (com suspensório escrotal), aplicação de compressas frias e uso de analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor e do processo inflamatório.
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