HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2023
Menino de 9 anos de idade com dor escrotal esquerda há 2 dias, inicialmente de fraca intensidade, aumentando progressivamente. Nega náuseas ou vômitos. Ao exame físico, apresenta febre (37,8 ºC), dor, hiperemia e edema em bolsa testicular esquerda, aumento de volume testicular com reflexo cremastérico presente. Sinal de Prehn presente. Dentre as alternativas abaixo, qual a hipótese diagnóstica mais provável?
Orquiepididimite: dor progressiva, febre, cremastérico presente, Prehn positivo.
A orquiepididimite em crianças é uma causa comum de dor escrotal, caracterizada por início mais insidioso da dor, sinais inflamatórios locais, febre e, crucialmente, reflexo cremastérico preservado e sinal de Prehn positivo, que ajudam a diferenciá-la da torção testicular.
A orquiepididimite é uma inflamação do epidídimo e/ou testículo, comum em crianças e adolescentes, sendo uma das principais causas de dor escrotal aguda. Sua importância clínica reside na necessidade de diferenciá-la de outras condições mais graves, como a torção testicular, que exige intervenção cirúrgica imediata para preservar a viabilidade do testículo. A epidemiologia varia, mas é mais frequente após a puberdade, embora possa ocorrer em qualquer idade. A fisiopatologia geralmente envolve uma infecção bacteriana ascendente da uretra ou bexiga, ou, em crianças pré-púberes, pode ser de origem viral ou idiopática. O diagnóstico é clínico, baseado na história de dor progressiva, febre e achados ao exame físico como hiperemia, edema, dor à palpação do epidídimo e testículo, além do reflexo cremastérico preservado e sinal de Prehn positivo (alívio da dor com elevação do testículo). A ultrassonografia Doppler é fundamental para confirmar o fluxo sanguíneo testicular e descartar torção. O tratamento da orquiepididimite é primariamente clínico, com antibioticoterapia adequada para cobrir os patógenos mais prováveis (geralmente Gram-negativos em adolescentes e adultos, ou considerar etiologia viral/idiopática em pré-púberes), analgésicos, anti-inflamatórios e repouso. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas atrasos no diagnóstico diferencial com torção podem levar a consequências graves, como atrofia testicular.
A orquiepididimite em crianças geralmente se manifesta com dor escrotal de início progressivo, febre, hiperemia, edema testicular, além de reflexo cremastérico presente e sinal de Prehn positivo.
A torção testicular apresenta dor súbita e intensa, reflexo cremastérico ausente e sinal de Prehn negativo, sendo uma emergência. A orquiepididimite tem dor mais insidiosa, febre e reflexos preservados.
A conduta inicial inclui exame físico detalhado, exames laboratoriais (hemograma, urinálise) e ultrassonografia Doppler testicular para confirmar o diagnóstico e excluir torção, iniciando antibioticoterapia empírica.
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