USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2024
Homem de 32 anos percebe “inchaço” indolor no testículo esquerdo, o qual vem aumentando gradualmente de tamanho nas últimas semanas segundo informações colhidas. Não há histórico de trauma. O ultrassom revela uma massa multicística dentro do testículo ocupando 2/3 de seu volume. Marcadores tumorais (Alfa Feto, Beta HCG e DHL) não se encontram elevados. Qual das alternativas representa o próximo passo terapêutico recomendado na condução deste caso?
Massa testicular sólida/complexa suspeita → Orquiectomia Radical Inguinal (NUNCA biópsia transescrotal).
Qualquer massa testicular suspeita de malignidade exige abordagem cirúrgica via inguinal para evitar a disseminação linfática para cadeias inguinais.
Tumores testiculares são as neoplasias sólidas mais comuns em homens jovens. A apresentação clássica é um nódulo indolor. O ultrassom é o exame de imagem inicial de escolha, com alta sensibilidade. Diante de uma massa intratesticular sólida ou complexa, a suspeita de malignidade é alta. A orquiectomia radical inguinal é diagnóstica e terapêutica. O acesso inguinal permite o controle vascular proximal do cordão espermático. Mesmo com marcadores negativos, a exérese é indicada para análise histopatológica, que definirá a necessidade de terapias adjuvantes.
A biópsia via escroto é contraindicada porque o testículo drena para linfonodos retroperitoneais, enquanto o escroto drena para linfonodos inguinais. Uma incisão escrotal pode contaminar a via inguinal, alterando o estadiamento.
Não. Embora Alfa-fetoproteína, Beta-HCG e DHL sejam fundamentais, muitos tumores (especialmente seminomas puros ou teratomas) podem apresentar marcadores normais. A imagem guia a conduta cirúrgica.
A via deve ser sempre inguinal. O cordão espermático é isolado e clampeado no anel inguinal interno antes da manipulação do testículo para prevenir a disseminação hematogênica durante o procedimento.
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