Conduta na Massa Testicular Suspeita: Orquiectomia

USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2024

Enunciado

Homem de 32 anos percebe “inchaço” indolor no testículo esquerdo, o qual vem aumentando gradualmente de tamanho nas últimas semanas segundo informações colhidas. Não há histórico de trauma. O ultrassom revela uma massa multicística dentro do testículo ocupando 2/3 de seu volume. Marcadores tumorais (Alfa Feto, Beta HCG e DHL) não se encontram elevados. Qual das alternativas representa o próximo passo terapêutico recomendado na condução deste caso?

Alternativas

  1. A) Biópsia testicular pela característica cística da lesão.
  2. B) Orquiectomia radical via inguinal.
  3. C) Radioterapia por serem os seminomas radio sensíveis.
  4. D) Antibioticoterapia considerando hipótese de abscesso ou tuberculose genital.

Pérola Clínica

Massa testicular sólida/complexa suspeita → Orquiectomia Radical Inguinal (NUNCA biópsia transescrotal).

Resumo-Chave

Qualquer massa testicular suspeita de malignidade exige abordagem cirúrgica via inguinal para evitar a disseminação linfática para cadeias inguinais.

Contexto Educacional

Tumores testiculares são as neoplasias sólidas mais comuns em homens jovens. A apresentação clássica é um nódulo indolor. O ultrassom é o exame de imagem inicial de escolha, com alta sensibilidade. Diante de uma massa intratesticular sólida ou complexa, a suspeita de malignidade é alta. A orquiectomia radical inguinal é diagnóstica e terapêutica. O acesso inguinal permite o controle vascular proximal do cordão espermático. Mesmo com marcadores negativos, a exérese é indicada para análise histopatológica, que definirá a necessidade de terapias adjuvantes.

Perguntas Frequentes

Por que não fazer biópsia transescrotal?

A biópsia via escroto é contraindicada porque o testículo drena para linfonodos retroperitoneais, enquanto o escroto drena para linfonodos inguinais. Uma incisão escrotal pode contaminar a via inguinal, alterando o estadiamento.

Marcadores negativos excluem câncer?

Não. Embora Alfa-fetoproteína, Beta-HCG e DHL sejam fundamentais, muitos tumores (especialmente seminomas puros ou teratomas) podem apresentar marcadores normais. A imagem guia a conduta cirúrgica.

Qual a via de acesso cirúrgico correta?

A via deve ser sempre inguinal. O cordão espermático é isolado e clampeado no anel inguinal interno antes da manipulação do testículo para prevenir a disseminação hematogênica durante o procedimento.

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