Câncer de Testículo: Conduta Inicial e Marcadores

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Um homem de 26 anos procura atendimento médico devido ao surgimento de um aumento indolor no testículo direito, percebido há cerca de dois meses. Ele nega histórico de trauma, febre ou sintomas miccionais. Ao exame físico, observa-se uma massa endurecida e irregular de 4 cm no testículo direito, que não transilumina. O testículo esquerdo e os epidídimos são normais à palpação. A ultrassonografia da bolsa escrotal confirma a presença de uma lesão sólida, heterogênea e hipervascularizada ao Doppler, restrita ao parênquima testicular. Os exames laboratoriais solicitados revelam: Alfa-fetoproteína (AFP) de 520 ng/mL (valor de referência: < 10 ng/mL), Fração Beta do Hormônio Gonadotrofina Coriônica Humana (Beta-hCG) de 185 mUI/mL (valor de referência: < 5 mUI/mL) e Desidrogenase Láctica (DHL) de 310 U/L (valor de referência: < 250 U/L). Diante do quadro clínico e laboratorial apresentado, qual é a conduta inicial mais adequada?

Alternativas

  1. A) Orquiectomia simples por via transescrotal seguida de radioterapia adjuvante.
  2. B) Orquiectomia radical por via inguinal com ligadura alta do cordão espermático.
  3. C) Início imediato de quimioterapia sistêmica com o protocolo BEP (Bleomicina, Etoposídeo e Cisplatina).
  4. D) Biópsia percutânea por agulha grossa (core biopsy) guiada por ultrassom para definição histológica.

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