AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024
O câncer de testículo é uma neoplasia incomum com prognóstico reservado quando o diagnóstico é realizado tardiamente. Em relação a este tema, assinale a assertiva correta.
Câncer de testículo: tratamento inicial = orquiectomia inguinal radical (testículo + cordão espermático).
A orquiectomia inguinal radical é o padrão ouro para o tratamento inicial do câncer de testículo, permitindo a análise histopatológica e estadiamento. É crucial para evitar a disseminação de células tumorais em caso de biópsia incisional ou abordagem transescrotal.
O câncer de testículo é uma neoplasia relativamente rara, mas é o tumor sólido mais comum em homens jovens, geralmente entre 15 e 35 anos. Seu prognóstico é geralmente bom quando diagnosticado precocemente, mas pode ser reservado em estágios avançados. A identificação de fatores de risco como criptorquidia e testículos retráteis é crucial para a vigilância. O diagnóstico inicial de uma massa escrotal suspeita de malignidade é feito com ultrassonografia da bolsa escrotal. A biópsia transescrotal é contraindicada devido ao risco de disseminação tumoral. Marcadores tumorais como AFP, beta-HCG e DHL são essenciais para o diagnóstico, estadiamento e monitoramento da resposta ao tratamento. O tratamento inicial padrão para um possível tumor testicular é a orquiectomia inguinal radical, que consiste na remoção do testículo afetado e do cordão espermático através de uma incisão inguinal. Este procedimento permite a confirmação histopatológica do tumor e evita a disseminação de células malignas para a região escrotal, otimizando o prognóstico do paciente.
Os principais fatores de risco incluem criptorquidia (testículo não descido), história familiar, infertilidade e síndromes genéticas como Klinefelter. Testículos retráteis também aumentam o risco.
A ultrassonografia da bolsa escrotal é o exame de imagem de escolha na investigação inicial de uma massa escrotal, diferenciando lesões sólidas de císticas e auxiliando na suspeita de malignidade.
Os marcadores tumorais mais importantes são alfa-fetoproteína (AFP), beta-HCG e desidrogenase láctica (DHL), úteis no diagnóstico, estadiamento e seguimento da doença.
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