Orofaringite Gonocócica: Manifestações Clínicas e Diagnóstico

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2022

Enunciado

Marque a opção correta:

Alternativas

  1. A) O quadro clínico de orofaringite gonocócica pode variar de simples eritema até a presença de secreção purulenta, ulcerações com pseudomembrana e adenopatia cervical.
  2. B) Na sífilis, a presença do sinal de Romberg na tabes dorsalis é pouco frequente.
  3. C) Na úlcera genital sifilítica (cancro duro), o tratamento das parcerias sexuais é recomendado mesmo quando assintomáticos com dose única de benzilpenicilina benzatina 2,4 milhões UI.
  4. D) A artrite gonocócica supurativa se caracteriza por poliartralgia migratória, tenossinovites e pústulas dolorosas disseminadas devido a bacteremia.
  5. E) O tratamento da sífilis só deve ser recomendado exclusivamente para os casos confirmados laboratorialmente através de teste treponêmico e não treponêmico reagentes.

Pérola Clínica

Orofaringite gonocócica → Espectro clínico amplo: de eritema leve a úlceras com pseudomembrana e adenopatia.

Resumo-Chave

A orofaringite gonocócica, muitas vezes assintomática, pode apresentar um espectro de manifestações clínicas que variam de um simples eritema a quadros mais graves com secreção purulenta, ulcerações e adenopatia cervical, tornando o diagnóstico desafiador.

Contexto Educacional

As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são um desafio de saúde pública, e o conhecimento de suas diversas apresentações clínicas é fundamental para o médico. A gonorreia, causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, pode afetar diversas mucosas, incluindo a orofaringe. A orofaringite gonocócica é uma forma comum de gonorreia extragenital, frequentemente subdiagnosticada devido à sua natureza assintomática ou a sintomas inespecíficos. No entanto, o quadro clínico pode ser bastante variável, abrangendo desde um simples eritema e dor de garganta leve até manifestações mais graves como secreção purulenta, ulcerações com pseudomembrana e linfadenopatia cervical. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir complicações e a disseminação da infecção. A opção A descreve corretamente a ampla gama de apresentações clínicas da orofaringite gonocócica, destacando a importância de considerar essa possibilidade mesmo em casos atípicos ou leves.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas mais comuns da orofaringite gonocócica?

A orofaringite gonocócica é frequentemente assintomática. Quando sintomática, pode causar dor de garganta, eritema, exsudato purulento, disfagia, úlceras com pseudomembrana e adenopatia cervical.

Como é feito o diagnóstico da orofaringite gonocócica?

O diagnóstico é feito por meio de cultura de swab de orofaringe ou testes de amplificação de ácidos nucleicos (NAATs), que são mais sensíveis. A suspeita clínica é importante devido à variabilidade dos sintomas.

Qual o tratamento recomendado para orofaringite gonocócica?

O tratamento recomendado é uma dose única de ceftriaxona intramuscular associada a azitromicina oral. É crucial tratar as parcerias sexuais para evitar reinfecção e disseminação.

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