FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
Com o advento da hernioplastia por laparoscopia, algumas estruturas da região inguinal ganharam destaque no estudo anatômico. Dentre elas, o orifício miopectíneo de Fruchaud, que se delimita em:
Orifício de Fruchaud = Margem superior do púbis + lateral do reto + psoas + arco transverso.
O orifício miopectíneo de Fruchaud é o ponto de fraqueza comum a todas as hérnias inguinais e femorais, delimitado por estruturas ósseas e musculoaponeuróticas.
A compreensão da anatomia posterior da região inguinal revolucionou o tratamento das hérnias. O orifício miopectíneo de Fruchaud unifica o entendimento das hérnias inguinais e femorais sob uma única falha estrutural. Historicamente, as técnicas focavam apenas no reforço do canal inguinal. Com a laparoscopia, a visão 'posterior' exige que o residente identifique estruturas como o ligamento de Cooper, os vasos epigástricos inferiores e o trato iliopúbico. A cobertura total do orifício de Fruchaud é o padrão-ouro para evitar a recidiva herniária.
É uma região de fraqueza na parede abdominal inferior, localizada na região inguinal, onde o peritônio está separado do exterior apenas pela fáscia transversal. Descrito por Henri Fruchaud, este orifício é o local de origem de todas as hérnias da região: inguinais indiretas, diretas e femorais. Na cirurgia laparoscópica, o objetivo é cobrir todo este orifício com uma tela para prevenir recorrências.
Os limites são: Superiormente, o arco do músculo transverso e o músculo oblíquo interno; Inferiormente, a margem superior do ramo pectíneo do púbis (coberto pelo ligamento de Cooper); Medialmente, a margem lateral do músculo reto abdominal; e Lateralmente, o músculo psoas maior. O ligamento inguinal cruza este orifício, dividindo-o em uma área superior (hérnias inguinais) e uma inferior (hérnias femorais).
Diferente da técnica aberta (Lichtenstein), que foca no canal inguinal anterior, a laparoscopia (TAPP ou TEP) aborda a região pelo espaço pré-peritoneal. O cirurgião visualiza o orifício de Fruchaud por trás. O sucesso da técnica depende da dissecção adequada desses limites e da colocação de uma tela grande o suficiente para ultrapassar todas essas bordas, garantindo que nenhum novo saco herniário se projete pelos pontos de fraqueza.
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