CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2015
Sobre a orbitopatia de Graves, é correto afirmar:
Orbitopatia de Graves → Retração palpebral é o sinal mais comum; espessamento muscular poupa o tendão.
A retração palpebral (sinal de Dalrymple) é o achado clínico mais prevalente na orbitopatia de Graves, resultante da hiperestimulação simpática e fibrose muscular.
A orbitopatia de Graves é uma condição autoimune associada à disfunção tireoidiana, caracterizada pelo acúmulo de glicosaminoglicanos e infiltração inflamatória nos tecidos orbitários. O diagnóstico é clínico e radiológico, com a TC ou RM revelando o aumento seletivo dos ventres musculares. O tratamento varia desde medidas de suporte e corticoterapia na fase ativa até intervenções cirúrgicas reconstrutivas na fase fibrótica (estável). O músculo reto inferior é o mais comumente afetado pelo processo restritivo, levando a desvios verticais.
A retração palpebral (sinal de Dalrymple) é o sinal mais frequente, presente em mais de 90% dos pacientes. Ela ocorre devido à hiperatividade do sistema simpático (músculo de Müller), fibrose e aderências do músculo levantador da pálpebra superior.
Na Orbitopatia de Graves, a tomografia computadorizada mostra o aumento do ventre dos músculos extraoculares (frequentemente o reto inferior e o reto medial), mas com preservação característica dos tendões (aspecto em 'charuto'). No pseudotumor orbitário (inflamação idiopática), o tendão também costuma estar inflamado e espessado.
Quando múltiplas cirurgias são necessárias, a sequência clássica é: 1) Descompressão orbitária (para reduzir a proptose), 2) Cirurgia de estrabismo (para corrigir a diplopia residual) e 3) Cirurgia de pálpebras (para corrigir a retração ou blefaroplastia), pois cada etapa pode alterar o posicionamento ocular da etapa seguinte.
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