CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2012
As fotos demonstram o aspecto clínico e a respectiva tomografia de órbita de dois pacientes com a mesma doença orbitária, mas com subtipos diferentes. Assinale a alternativa correta:
Espessamento muscular no ápice orbitário (subtipo B) → ↑ risco de Neuropatia Óptica Compressiva.
A orbitopatia de Graves apresenta dois subtipos principais: o lipogênico (predomínio de gordura) e o miogênico (predomínio de aumento muscular). O aumento dos ventres musculares no ápice orbitário eleva a pressão intraorbitária, comprimindo o nervo óptico.
A Orbitopatia de Graves é a manifestação extratireoidiana mais comum da Doença de Graves, ocorrendo por uma reação autoimune contra receptores de TSH presentes nos fibroblastos orbitários. A fisiopatologia envolve o acúmulo de glicosaminoglicanos e edema nos tecidos moles. Clinicamente, a distinção entre o subtipo com predomínio de gordura e o com predomínio muscular é vital. Enquanto o primeiro causa mais alterações estéticas (proptose), o segundo é funcionalmente mais perigoso, levando a diplopia por fibrose muscular e perda visual por compressão direta do nervo óptico no forame óptico.
A Orbitopatia de Graves pode ser classificada em Tipo I (lipogênica), onde há predomínio de aumento da gordura orbitária e proptose, e Tipo II (miogênica), caracterizada pelo aumento volumétrico dos ventres musculares. O Tipo II está associado a maior restrição da motilidade ocular e maior risco de neuropatia óptica compressiva devido ao congestionamento do ápice orbitário.
Na tomografia computadorizada, o sinal de alerta é o 'crowding' ou apinhamento do ápice orbitário, onde os músculos extraoculares aumentados comprimem o nervo óptico. O espessamento do reto inferior e do reto medial são frequentemente os primeiros sinais, seguidos pelo reto superior e lateral.
Os pacientes podem apresentar redução da acuidade visual, discromatopsia (alteração na percepção de cores, especialmente vermelho), defeito pupilar aferente relativo e alterações no campo visual. É uma emergência oftalmológica que requer descompressão ou pulsoterapia com corticoides.
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