CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013
Com relação ao estrabismo na orbitopatia de Graves:
Graves → Músculo mais afetado é o Reto Inferior → Restrição da elevação.
A orbitopatia de Graves causa fibrose muscular, sendo o reto inferior o mais acometido, o que gera uma restrição mecânica que impede o olho de subir.
A orbitopatia de Graves é a manifestação extratireoidiana mais comum da doença de Graves, caracterizada por expansão do volume de gordura orbitária e dos músculos extraoculares devido ao acúmulo de glicosaminoglicanos. O estrabismo resultante é tipicamente restritivo. A ordem de frequência de acometimento muscular é lembrada pelo mnemônico 'IM SLO' (Inferior, Medial, Superior, Lateral, Oblíquo). Como o reto inferior é o primeiro da lista, a hipotropia com restrição de elevação é o achado mais clássico. O manejo clínico envolve o controle da função tireoidiana, cessação do tabagismo e, em fases ativas, corticoterapia ou radioterapia orbitária.
Na Orbitopatia de Graves, ocorre um processo inflamatório seguido de fibrose dos músculos extraoculares. O músculo mais frequentemente acometido é o reto inferior. Quando este músculo se torna fibrótico e encurtado, ele 'prende' o globo ocular para baixo, impedindo mecanicamente que o olho realize o movimento de elevação. Portanto, a limitação da elevação é uma restrição causada pelo reto inferior antagônico, e não uma fraqueza do reto superior.
O teste de dução forçada consiste em tentar mover o olho do paciente passivamente com uma pinça após anestesia tópica. No estrabismo restritivo (como no Graves), o examinador sente uma resistência física ao movimento, indicando que o músculo está preso ou fibrótico. Isso diferencia o Graves de uma paralisia de nervo craniano, onde o olho se moveria livremente na dução forçada.
O tratamento cirúrgico da orbitopatia de Graves segue uma ordem rígida: 1) Descompressão orbitária (se necessária); 2) Cirurgia de estrabismo (geralmente retrocessos musculares para aliviar a restrição); 3) Cirurgia palpebral (correção da retração). Operar o estrabismo antes da descompressão pode alterar os resultados, pois a descompressão muda a dinâmica muscular.
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