CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2020
Analise as assertivas abaixo a respeito da orbitopatia distireoidiana e escolha a alternativa correta: I. Retração palpebral é a manifestação clínica mais frequente. II. É considerada a causa mais comum de proptose bilateral no adulto. III. Pode aparecer tanto na doença de Graves quanto na de Hashimoto. IV. Não existe paralelismo entre a gravidade da doença orbitária e os níveis de T3 e T4 séricos.
Orbitopatia distireoidiana: Retração palpebral é o sinal mais comum e não há correlação com níveis de T3/T4.
A orbitopatia é a manifestação extratireoidiana mais comum da doença de Graves, caracterizada por inflamação autoimune dos tecidos orbitários, independente do estado hormonal sistêmico.
A orbitopatia distireoidiana é uma condição autoimune órgão-específica. A fisiopatologia envolve a ativação de fibroblastos orbitários por autoanticorpos (TRAb), levando à produção de glicosaminoglicanos (como ácido hialurônico), que retêm água e causam edema e expansão dos músculos extraoculares e da gordura orbital. Clinicamente, a doença segue a Curva de Rundle: uma fase ativa inflamatória seguida por uma fase de platô e uma fase fibrótica cicatricial. É fundamental distinguir a atividade (inflamação) da gravidade (perda visual ou desfiguração) para definir a conduta terapêutica, que pode variar de lubrificantes a pulsoterapia com corticoides ou descompressão cirúrgica.
O tabagismo é o fator de risco modificável mais importante. Ele aumenta significativamente o risco de desenvolver a orbitopatia, agrava a gravidade da doença e reduz a eficácia dos tratamentos imunossupressores e da radioterapia orbitária.
Sim. Embora a maioria dos pacientes apresente hipertireoidismo (Graves), a orbitopatia pode ocorrer em pacientes com hipotireoidismo (Hashimoto) ou mesmo em indivíduos eutireoidianos. Isso ocorre porque a patogênese envolve anticorpos contra o receptor de TSH expressos nos fibroblastos orbitários.
A retração palpebral (Sinal de Dalrymple) é o sinal mais frequente. Outros sinais incluem o atraso da pálpebra superior no olhar para baixo (Sinal de von Graefe), edema periorbitário, hiperemia conjuntival sobre as inserções dos músculos retos e proptose.
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